• Nael Rosa

Dia do professor: a missão de ensinar desde a primeira infância


Para Débora, ensinar é motivo de alegria, mas que precisa de valorização

Há uma canção que diz: "do tijolo da olaria ao arranque do motor, tudo tem um professor", aprendizado que começa com o conhecimento de vogais e consoantes nesse mundo de descobertas iniciado na Educação Infantil e ampliado logo a seguir quando atingimos a idade colegial e somos agraciados com educadores que não tem uma profissão, e sim uma missão como escreveu o jornalista Alexandre Garcia.


Débora Manetti, 42 anos, é uma dessas missionárias do conhecimento que optou por ensinar ao escolher a Pedagogia e há 17 anos usa a lousa como o portal do conhecimento oferecido à crianças que através de seus ensinamentos dão seus primeiros passos no saber aprimorado ao longo da vida escolar.


" Prefiro ensinar os pequenos porque gosto desse abrochar, das descobertas deles aos serem encaminhados para a alfabetização. É a parte do ensino que eu acho mais bonita, o meu chão", conta a professora que há dez anos integra o quadro do instituto de Educação Ponche Verde e que fala com emoção por ver o resultado do seu trabalho que ela compara com alegrias e sentimentos que normalmente acometem os pais.


" Para mim é uma realização. É como a mãe ser chamada assim pela primeira vez ou como a satisfação de ver o filhos começar a andar", amplia pedagoga que concorda ser necessário buscar estímulos extras para continuar em sala de aula tal a desvalorização da categoria.


Ela que tem uma filha de 21 anos que atualmente cursa Enfermagem, conta que nunca estimulou que esta seguisse seus passos e que se a primogênita ainda estivesse em fase de descoberta profissional, pensaria duas vezes em apoia-la para que fosse uma educadora.


" É triste a nossa realidade. Ninguém seria um profissional se não tivesse passado por nós, mas infelizmente por uma questão política vivemos uma situação que somente por amor e respeito com quem precisa aprender é que continuamos plantando essa sementinha em quem poderá mudar o futuro aos escolher nossos melhores governantes e com isso transformar a atual realidade", diz a professora que revelou conversar com seus aprendizes e usando a forma adequada à idade deles já tenta despertar para a responsabilidade através da consciência política.


" Os meus alunos me olham e dizem que querem ser como eu, o que me deixa com o coração cheio de felicidade, mas ao mesmo tempo penso no que vem pela frente no que diz respeito a nossa profissão, e se caso eles realmente optarem por serem educadores, será que serão valorizados e terão o mínimo de condições financeiras para sobreviver?", questiona a professora que tem pós-graduação em Psicopedagogia.

Nael Rosa- redator responsável

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