• Nael Rosa

"Todas as gestões que me sucederam em Pinheiro Machado foram um fracasso", diz Betiollo

Foto: João André- Tribuna do Pampa

Advogado tentará o terceiro mandato como prefeito de Pinheiro Machado

O advogado Carlos Ernesto Betiollo, 54 anos, um dos aspirantes à Prefeitura de Pinheiro Machado pelo PSDB, partido que terá a companhia do PDT que compõe a coligação para que ele tente seu terceiro mandato ao Executivo, é o primeiro entrevistado do site Eu Falei Piratini que abriu espaço a todos os concorrentes ao pleito municipal na cidade vizinha.


O tucano, que terá como candidato a vice-prefeito o empresário pedetista Danúbio Peres, concedeu entrevista ao portal piratiniense e, entre as indagações, a do motivo de sua decisão, pois em outra reportagem concedida ao site em julho do ano passado, ele disse ser muito pouco provável um retorno à vida pública.


“Estou vivo, me sinto jovem e entendo ter condições e capacidade para novamente tocar projetos públicos assim como fiz de 1997 a 2004 quando fui prefeito. Decidi tentar outra vez”, resumiu.


Por vezes o ex-prefeito usou um tom crítico, mesmo que, por repetidas vezes, tenha enfatizado que não quer fazer inimigos durante a corrida eleitoral, mas ainda assim, fez críticas duras aos seus sucessores nos últimos 16 anos.


“As gestões que me sucederam foram um desastre e não realizaram as ações que o município necessita. Quando eu sai da prefeitura os restos a pagar eram de R$ 300 mil, mas valor a entrar nos cofres provenientes de obrigações dos governos estadual e federal, era de R$ 600 mil. O Fundo de Aposentadoria e Pensão tinha R$ 5 milhões em caixa e hoje, somente a dívida com precatórios ao final da atual gestão atingirá a casa dos R$ 20 milhões”, afirmou Betiollo, que ampliou acrescentando o não reconhecimento de administrações posteriores as suas, do piso nacional dos professores, obrigação determinada por lei federal.


“Os prefeitos que vieram depois de mim foram irresponsáveis sob o ponto de vista administrativo. Portanto, digo que, para eles que não querem o meu retorno, faltou sim capacidade de gestão administrativa”, criticou.


Afirmando que não está “desesperado” para ser prefeito, pois isso já aconteceu duas vezes, ele foi ainda indagado sobre o desafio de possivelmente governar o município novamente estando este enfrentando sérias dificuldades financeiras. Respondeu que a receita principal é fazer uma administração dinâmica, o que, em sua opinião pautou suas passagens anteriores pela prefeitura.


“Pinheiro Machado precisa de alguém que levante da cadeira e vá em busca de recursos e não de gestores que priorizam seus interesses particulares e passam brigando para demonstrar quem é o líder político da cidade. Estou convicto de que a população saberá escolher o melhor projeto. Se for o nosso, ótimo, mas se não for, cabe a mim torcer para que o novo prefeito faça um bom trabalho, pois não há mais espaços para rusgas políticas”, falou o tucano que, logo a seguir, tornou a citar a complexidade do momento atual.


“Vou usar um termo que concordo ser bem grosseiro. Pinheiro é uma “vaca morta” que não dá mais leite. A comunidade está insatisfeita e quer obras, novos investimentos em habitação, rede de esgoto, pavimentação, estradas e outros, e sei que, agora, mais maduro, tenho garra e inteligência para que isso torne a acontecer”.


Para finalizar, o candidato respondeu como pretende, por exemplo, resolver o que é considerado o problema mais grave do município, sendo este o atraso constante no pagamento do funcionalismo público. Quanto a isso, ele foi prudente, disse ter uma saída, mas assegurou que não vai vender o que ele chamou de “ilusões”.


“Concordo que são tempos difíceis. Os eleitores não ouvirão de mim que vou a Brasília conseguir milhões e dar solução ao problema. Para voltar a pagar salários em dia, eu entendo ser necessário realizar uma reforma estruturante da máquina administrativa de uma forma responsável e usando principalmente os recursos obrigatórios os quais o município tem direito e que são provenientes de repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do Imposto de Circulação de Mercadorias (ICMS)”, disse que finalizou apontando que, conforme seu projeto, é outra saída para assegurar a obrigação de pagar os vencimentos em dia.


“Só do INSS, Pinheiro Machado tem entre cinco e oito milhões de reais para receber. Há uma dívida do Instituto de Previdência com a prefeitura, não cobrada, mesmo sendo este um direito e isso também é um compromisso meu caso vença a eleição, pois tenho certeza que pode ser cumprido para tornar pagar em dia os salários”, concluiu.


Reportagem: Nael Rosa

Contato: 53- 9- 99502191

Email: naelrosaeufalei@gmail.com

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