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  • Foto do escritorNael Rosa

Alessandro, presidente da SRP, afirma que não houve falha da segurança no caso da morte de Kerlon


Foto: divulgação Facebook

Kerlon tinha 18 anos e deixa uma filha de apenas seis meses

Um desentendimento entre dois jovens na madrugada do domingo (10), durante uma festa na Sociedade Recreio Piratiniense (SRP), terminou com a morte de Kerlon Silva Bueno, 18 anos, que veio a óbito após receber várias estocadas com um objeto cortante abaixo de uma das virilhas, o que provocou hemorragia intensa e, mesmo com o pronto socorro prestado por uma socorrista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), não resistiu.


O responsável pelo ataque que vitimou Kérlon foi Erick Roza, 19 anos, preso em sua residência minutos após o crime por policiais da Brigada Militar, momento em que confessou a autoria do homicídio.


Com a repercussão do fato, passaram a circular comentários nas redes sociais com críticas à segurança do evento, bem como à Equipe Twister, que deu suporte técnico à banda que animou a festa, pois o homicida faria parte da sonorização, o que irritou o proprietário Richard Duarte, responsável por negar categoricamente que Érick seja seu funcionário.


“Fui surpreendido e fiquei indignado ao ler em grupos de WhatsApp que esse rapaz é meu colaborador. Afirmo que isso não é verdade. Não tinha qualquer tipo de relação com esse Érick, no máximo, sei que ele é amigo de ]uma das várias pessoas que trabalham para mim, o que não posso controlar, pois fora do horário e ambiente de trabalho cada um tem sua vida”, declarou o empresário, acrescentando a seguir:


 “Sou muito criterioso para contratar, inclusive, analiso as redes sociais de todos que emprego para ver seus históricos e perfis, afinal, eu respondo pela Twister. O Érick não faz e nem nunca fez parte da nossa equipe, portanto, não dei nenhuma autorização aos porteiros e seguranças da festa para que ele entrasse sem pagar. Nada tenho a ver com esse lamentável ocorrido. Assim, pretendo acionar judicialmente todas essas pessoas que estão ligando a minha empresa a este episódio triste. Exijo que provem, pois é a minha reputação que está em jogo”.


Buscamos a posição de Alessandro Leopoldo Garcia, presidente da SRP, que relatou ter, após o fato, questionado todos da equipe de segurança, pois inicialmente, entendeu que havia ocorrido uma falha na revista dos presentes à festa, mas que logo a seguir, mudou de opinião.


“Cheguei a culpar meus seguranças, mas eles me afirmaram e provaram que o responsável por matar o rapaz entrou junto com a equipe de sonorização e, estes, bem como os integrantes das bandas, não costumamos fazer a revista, pois depositamos confiança nos profissionais que trabalham para nós”, disse Garcia, que emendou:


“Conheço as pessoas que trabalham para o Richard Duarte e nunca, até a sexta-feira que antecedeu ao evento, eu tinha visto o autor do assassinato atuando pela Twister. Então acredito que ele realmente não trabalhe para a  sonorização, mas  afirmo, com toda certeza, que no sábado ele entrou sim com a equipe e  a  verdade precisa ser dita, uma vez que a SRP não pode ser responsabilizada sozinha por essa tragédia”.


Ele também disse que acompanhou parte do depoimento de Érick, na Polícia Civil, onde este afirmou ter golpeado a vítima com uma garrafa quebrada que estava no chão da área reservada aos fumantes, e não com uma faca ou outro objeto similar.


“Garanto que não havia garrafas na área para fumantes e nem em qualquer ponto da pista, pois a cerveja  comercializada por nós é em lata e os destilados são armazenados em garrafas de plástico que ficam na copa. Em relação ao que ele usou para golpear o outro rapaz, ainda não encontrei uma explicação”.



Reportagem: Nael Rosa

 

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