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  • Foto do escritorNael Rosa

Cantar das Esporas faz homenagem emocionante ao jovem Kerlon Bueno, assassinado em dezembro de 2023

Foto: divulgação

Mãe de Kerlon disse que a emoção pela homenagem ao filho assassinado aos 18 anos, causou nela um misto sensações

O sábado (2) foi de muita emoção e de um misto de outras sensações para Adriana da Silva Bueno, 46 anos, mãe do jovem, Kerlon da Silva Bueno, assassinado em 10 de dezembro do ano passado em uma festa na Sociedade Recreio Piratiniense (SRP).


Por ocasião do Cantar das Esporas, tradicional rodeio em pista coberta que acontece em Piratini há 20 anos, geralmente nas dependências da Associação Rural, a mãe do jovem que partiu aos 18 anos, recebeu, em nome do filho, uma homenagem do promotor do evento, Vagner Guastucci, o Patorra, momento que emocionou as centenas de pessoas presentes à festa.


“As palavras usadas pelo Patorra, na arena, foram lindas, o que me deixou muito feliz, afinal, o Kerlon, que foi uma pessoa feliz e sem maldade alguma no coração, foi lembrado. Mas, ao mesmo tempo, a tristeza também veio, já que ele não está mais entre nós e  não se fez presente no Cantar deste ano, rodeio que frequentou desde criancinha ao ser levado pela tia, Fabiana, minha irmã e, quando ele cresceu, passou a também ajudar na festa”, contou Adriana, que completou:


 “Me marcou muito algo que foi dito pelo Patorra na cerimônia e que traduz com exatidão a minha realidade e luto: “Quando o juiz anunciar a sentença ao final do julgamento, a mãe do rapaz que matou o Kerlon certamente irá chorar ao saber que o filho dela passará décadas na cadeia. Eu, certamente ainda estarei em luto, mas, talvez, já não chore mais. Só que, ao contrário dela, nunca mais vou ver meu filho”.


Patorra entende que havia a necessidade de lembrar de alguém que foi, por muitos anos, presença constante em várias edições do rodeio. Afirmou que vai ter o Kerlinho, forma carinhosa a qual tratava o garoto, sempre na memória, lembranças que, segundo ele, permanecerão vivas para sempre.


“Narrei o pai dele, Ildomar de Moura Bueno, a quem chamávamos de Caco, gineteando no Cantar. No início, a sonorização do evento era feita pelo tio do Kerlinho, o Flávio Bueno, e me recordo do menino sempre presente em meio ao público", relembrou Patorra, finalizando a seguir:


"O guri cresceu e logo passou a participar da atração, executando todo tipo de tarefa: trabalhava na bilheteria, copa, abria a porteira para liberar os ginetes, enfim, não tinha ruim com ele, era o primeiro a chegar e o último a sair, era parte do “ bando de loucos” que fazem o rodeio acontecer. Defino ele como um ser de luz, iluminado por Deus, que veio à Terra para agregar, unir as pessoas”.


Reportagem: Nael Rosa

 

 

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