• Nael Rosa

Casal transforma sonhos de Natal pedidos em cartinhas em realidade para crianças carentes


Sonhos singelos traduzidos em poucas linhas e em cartas escritas de próprio punho, a maioria delas com o uso de lápis, o que mostra que seus autores ainda carregam a pureza natural a uma criança. Feito isso, é torcer para que alguém possa tornar verdade as grandes vontades peculiares da infância de quem quer passar a noite especial com uma boneca, um carrinho simples e de plástico, ou uma bola.


Há quatro anos, durante o mês de novembro e também nos dias que antecedem o Natal, uma clínica que oferece serviços de profissionais em medicina em Piratini, divide o espaço dos consultórios usados para atender os pacientes, com pacotes que embalam a alegria de quem dedicou alguns minutos para tentar sensibilizar Papai Noel a atender seu grande desejo que vem carregado de expectativas.


Na busca por padrinhos que tornem realidade esses pedidos, o empresário Alex Serrat, 35 anos e sua esposa Josiane Ibeiro, 33 anos, acumulam nessa época do ano em seu local de trabalho as correspondências que vem principalmente de estudantes de escolas da zona rural do município.


“Vimos na televisão empresas empenhadas em captar presentes para crianças carentes. Foi quando pensamos por que não também ter essa iniciativa, então fizemos contato com professores das escolas do interior, pois considero que nesse meio às vezes é mais difícil para os pais darem presentes para os filhos, todos acharam a ideia ótima, incentivaram as cartas em suas turmas e desde então, todos os anos nós buscamos, através das redes sociais, pessoas que possam dar aquilo que é pedido nas correspondências”, conta Alex Serrat.


Mas essa atitude do empresário também passa por sua infância humilde de onde ele mantém viva a memória de um episódio marcante, tão forte que ao lembrar, as lágrimas vieram e interromperam o relato por alguns segundos. Quando conseguiu se refazer, narrou emocionado uma passagem envolvendo o Natal e sua mãe.


“Uma vez eu ganhei de minha mãe uma boneca. Na época foi impossível entender o gesto, mas o tempo passou e ela me explicou que foi a maneira que achou para eu ter um brinquedo no Natal, pois ela não tinha condições de me dar algo melhor”, relembrou o empresário, que junto com sua família também adota cartinhas.


“Eu não tive e hoje tenho condições de dar à minha filha, então é gratificante ajudar e saibam que numa época em que muitas crianças querem somente telefones celulares, as que escrevem essas cartas pedem brinquedos singelos e também são solidárias”, assegura Serrat, lembrando que certa vez recebeu um pedido de uma bola, mas o menino salientou que ficaria feliz se o irmão mais novo e que ainda não estava em idade escolar, também ganhasse um brinquedo, se propondo para isso ficar sem o que pediu.


Durante a realização de reportagem, flagramos a aposentada Maria do Carmo em meio a dezenas de cartinhas e o dilema de qual escolher, o que segundo ela, é uma forma de impedir que a criança escolhida tenha o que ela não teve na infância: a lembrança de um presente de Natal.


“Me sinto feliz, pois somos nove irmãos e só meu pai trabalhava e não tinha condições de nos dar presentes, então para mim é uma alegria ajudar”, garante Maria, que todos os anos participa da campanha, se tornando um dos vários exemplos elogiados pelo idealizador.

“Sou muito humano e todos deveriam ser assim e não por o dinheiro em primeiro lugar, enfim, pensar mais em quem está próximo”, encerra Alex Serrat.

Nael Rosa- redator responsável

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