• Nael Rosa

Cavalarianos de oito municípios estarão em Piratini dia 6 de setembro em busca da Chama Crioula

Foto: Elis Garcia

Após chegar à capital dos farrapos, centelha repousará no Galpão de Rondas do 20 de Setembro CTG

Após cinco dias no lombo do cavalo, 63 cavalarianos piratinienses mais a equipe de apoio, totalizando 88 pessoas, chegaram na segunda-feira (15), em Piratini, depois da jornada que marcou a busca da chama crioula no município de Canguçu.


Nos 115 quilômetros de chão batido entre ida e volta, frio, calor e chuva não impediram que mais uma vez o trajeto fosse feito com o culto à tradição gaúcha por homens, mulheres e crianças que guardaram e transportaram o candeeiro com a centelha que agora permanecerá repousando no Galpão de Rondas do 20 de Setembro CTG, até que outros oito municípios que compõem a 21ª Região Tradicionalista venham dia 6 de setembro à 1ª Capital Farroupilha para buscar o fogo e assim permitir que as festividades do mês do gaúcho possam ser abertas em 2022.


“Estamos satisfeitos e felizes com a busca este ano. Teve de tudo, inclusive a chuva no último dia que não pode faltar no transporte da chama. Graças a Deus correu tudo bem, mas confesso que estava preocupado, pois eram muitas informações que vinham da organização em Canguçu e que precisavam ser repassadas para o nosso pessoal, já que foi um evento grandioso com mais de mil cavalarianos representando todas as regiões tradicionalistas do estado”, destacou Roberto Farias, o Carreirinha, que novamente coordenou a aventura gauchesca dos piratinienses.


Este ano a Prefeitura concedeu uma ajuda de custo de R$ 7 mil aos cavalarianos, o que, segundo Carreirinha, foi relevante, uma vez que os custos se elevaram significativamente e isso na sua visão se deve ao momento econômico conturbado que vive o país.


“Ainda vamos fechar a contabilidade para que tenhamos o valor final de quanto custou a busca da chama este ano, mas foi bem alto, nada que nos desestimule, pois todos colaboraram e eu como coordenador estou muito feliz, já que somos uma família que convive junto poucos dias no ano, mas que é unida e isso tornou mais fácil a organização em 2022. Achei que seria mais complicado, mas a partir do momento em que colocamos os pés nos estribos, tive a certeza que tudo daria certo”, pontua.


Reportagem: Nael Rosa








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