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"Ainda não temos a dimensão real dos estragos", disse coordenador da Defesa Civil sobre granizo

Foto: divulgação

Em um primeiro momento, Defesa Civil distribuiu lonas para cobrir as moradias atingidas

O coordenador da Defesa Civil em Piratini, Daniel Morales de Moura, que também é secretário de Cidadania e Assistência Social, disse na segunda-feira (25), que ainda não é possível ter toda a dimensão no tocante aos estragos causados pelo granizo que atingiu principalmente a zona rural do município na madrugada de sábado (23).


Moura observou que, a situação nesse sentido somente é precária no interior, pois se não bastassem as chuvas intensas que praticamente não deram folga em setembro, o que deteriorou estradas e derrubou pontes, impedindo a movimentação dos moradores, ainda tem o agravante da falta de energia elétrica, o que tem impedido a recarga dos aparelhos celulares e, também a ausência de internet, e isso tem dificultado de forma significativa que os atingidos pelo temporal comuniquem se suas residências sofreram com a queda de pedras de gelo.


“Na manhã posterior ao sinistro, eu e a minha equipe já fomos a campo. Nos concentramos no 2º Distrito onde 30 casas foram afetadas. É impossível, por causa da falta de luz que atinge residências há muitos dias, ter a total dimensão dos estragos”, disse o coordenador.


De imediato foram distribuídas lonas para que as pessoas pudessem cobrir as moradias e amenizar a situação. De acordo com Moura, as telhas devem demorar a chegar para que os telhados sejam reconstruídos, na melhor das hipóteses, duas semanas, já que tudo depende do valor a ser gasto com as coberturas.


“Dependendo do quanto vão custar essas telhas, a Prefeitura vai bancar a compra. Mas se o montante for elevado, aí o processo se torna burocrático e demorado, uma vez que terei que tentar recurso junto à Defesa Civil, o que é bastante moroso até que, caso consigamos, liberem o dinheiro”, explicou.


Ele encerrou dizendo que as cenas presenciadas no 2º Distrito são de causar tristeza, pois a chuva este mês raramente deu uma trégua, causando muitos prejuízos aos agora novamente atingidos.


“O que eu e minha equipe presenciamos foram cenas fortes. Tiveram casas que o temporal de pedras somente perfurou as telhas, o que ocasionou a entrada da água da chuva, destruído móveis e demais utensílios. Em outras moradias o telhado foi arrancado na totalidade. O que vimos foram famílias desoladas, isoladas e já muito castigadas por estarem sem energia elétrica há mais de uma semana. A situação é bem delicada”, avalia.


Reportagem: Nael Rosa

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