• Nael Rosa

Diante da pandemia, DJ piratiniense usa a criatividade, se reinventa e comemora sucesso nas vendas


Wagner e Larissa celebram as encomendas que não param de chegar e vem de boa parte da região

A chegada do coronavírus ao Brasil fez com que milhões de brasileiro se vissem, de repente, sem emprego e, consequentemente, sem renda. Para manter o sustento, inclusive os mais criativos, encontraram uma maneira de se reinventar, abrindo novas possibilidades que, até então, ou não eram vislumbradas, ficavam em segundo plano, ou não passavam do sonho da independência financeira.


Empresário da noite há uma década, até o princípio de março o DJ Wagner Ávila, piratiniense de 29 anos, ganhava a vida animando eventos de formatura, aniversários, bailões e outros. Com o surgimento da pandemia, os clientes sumiram e com eles a renda para sustentar a família que inclui o único filho de apenas três anos.

Em maio, ele, que revelou sempre estar buscando uma invenção, resolveu usar a oficina caseira do pai Clóvis Ebling, o Cavaco, situada em uma chácara no Passo do Batalha, interior de Piratini, para fazer um disco fabricado com grade de arado. Começava ali a história profissional exitosa com foco em instrumentos utilizados na culinária gaúcha.


“Coloquei o disco à venda no Facebook e, em dez minutos ele foi vendido. Ao ver a foto do produto, um amigo perguntou se eu faria uma grelha que é usada para assar petiscos na lareira. Tentei, deu certo novamente a vendi”, recorda o piratiniense.


A partir daí, novas peças, agora em ferro, foram sendo criadas: discos com borda, kits usados para a retirada da cinza restantes dos assados, suporte para armazenar lenha, puxadores de brasa e outros onde a matéria-prima é adquirida no comércio local, algo que ele garante ser imprescindível.


“Compro as chapas de ferro que uso aqui, pois entendo ser importante ver a economia da cidade girar”, opina.


Quanto às vendas, ele celebra que tudo está dando tão certo que, levou ele e a esposa Larissa Fabras, 24 anos, a finalmente tirar um antigo projeto da gaveta.

“A garagem de nossa casa estava inacabada. Decidimos então investir mais um pouco, concluí-la e este mês (agosto) abrir a loja que é atendida por minha mulher. Não há queixas de nossa parte, uma vez que todos os produtos em exposição estão aquém daquilo que gostaríamos, pois a produção é praticamente toda vendida para municípios da região. Portanto, graças a Deus, pretendemos manter a loja aberta pelo resto de nossas vidas”, garante o empresário, que comemora o retorno financeiro, O que o levou a decidir que, quando finalmente a vacina para a Covid -19 for inventada, voltará sim a sonorizar, mas em paralelo ao novo e rentável ofício.


Ele finaliza dizendo que as novas ideias não param de surgir, pois assim como seu primeiro invento, uma furadeira de bancada feita a manivela onde utilizou um setor de carro, um amortecedor e um motor de máquina de lavar, agora fez a sua versão da churrasqueira argentina também movimentada manualmente e que permite regular a altura junto à brasa ou ao fogo e com isso controlar a temperatura em que a carne é assada.


Reportagem: Nael Rosa

Contato: 53- 9- 99502191

Email: naelrosaeufalei@gmail.com

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