• Nael Rosa

Precário estado da ERS- 702 continua oferecendo risco de prejuízos e tragédia

Foto: Nael Rosa

Nossa reportagem contou cerca de cem buracos na rodovia ERS-702

Se cair no buraco poderá ter um ou mais pneus rasgados e, se desviar, o condutor pode perder o controle do carro ou ainda chocar-se de frente com outro veículo que trafega na direção contrária. Ou seja: Os riscos são iminentes para quem precisa circular pela ERS- 702, rodovia estadual e que permite chegar ou sair de Piratini.


A situação precária da estrada foi abordada no princípio de agosto pelo Eu Falei e, à época, após realizarmos o percurso de 35 quilômetros que separa o município da BR 293, contamos 88 buracos, o que conforme o Departamento de Estradas e Rodagens (DAER) seria tapado naquele final de semana.


O tempo passou, setembro surgiu, terminou e, novamente, fizemos o mesmo percurso dia 28. Assim foi possível constatar que a quantidade de orifícios no asfalto construído na década de 90, é bem maior.


São mais de uma centena de buracos que obrigam aos motoristas trafegar em baixa velocidade, 40 quilômetros por hora, mas, quem não conhece a estrada ou não sabe de seu atual estado, é colocado em risco de acidente que pode acabar até em óbito ou no mínimo, ter um significativo prejuízo.


A precariedade, que inclui a escassa sinalização, tem inicio para quem, no caso de sair ou tentar chegar a Piratini, percorre 20 quilômetros iniciais ou finais da ERS.


A expressão popular: “Há um buraco dentro do outro” pode até parecer exagero, mas certamente cabe à situação. Um logo a seguir do outro, um ao lado do outro, a maioria enormes, até um metro de diâmetro com capacidade suficiente para liquidar uma suspensão, e assim por diante, faz com que os usuários façam malabarismos, entre eles, circular pela contramão, na tentativa de evitar um acidente.


O motorista de caminhão 58 Luismar da Silva Furtado, 58 anos, usa a rodovia até duas vezes por dia durante seis dias por semana. Ele, que transporta combustíveis da distribuidora situada em Rio Grande, diz não suportar mais a atual condição encontrada.


“Está horrível. Além dos buracos, também não existe mais sinalização a beira do asfalto, pois essa está escondida pelo mato. Encontram-se no máximo as faixas pintadas no centro do asfalto e nada mais”, reclama o caminhoneiro na ativa há 20 anos e que já está acostumado a presenciar ocorrências.


“Todos os dias eu passo por carros parados no meio da faixa. Eles, os veículos, estão com pneus rasgados e seus donos fazendo consertos ou aguardando socorro. Maior perigo!”, exclama Furtado.


Ele conclui dizendo que a velocidade máxima permitida no trecho, no caso para quem carrega cargas inflamáveis, é de 80 quilômetros horários, mas isso é impossível de atingir.

“Ando no máximo a 50 quilometros por hora e, a todo momento, para evitar bater de frente, vou para a contramão ou espero os que vem na outra direção primeiro passarem. É isso ou bato o caminhão de frente”.

Para José Inácio da Luz, 59 anos, motorista da Prefeitura de Piratini há 40 anos , sendo 21 deles somente na Secretaria de Saúde, a situação se torna ainda mais perigosa à noite, pois eles, motoristas da pasta e que viajam para Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre, saem muitas vezes do município por volta de uma hora da madrugada carregados com até quatro passageiros.


“Com a pandemia eu viajo uma vez por semana para estas cidades, mas teve época que dava até cinco viagens de segunda à sexta-feira. Essa estrada é o maior perigo para nós que viajamos com frequência por ela, imagina então, para que não a conhece ou trafega com chuva ou neblina? Muitas vezes sim, temos que ir para a contramão, uma vez que, se cairmos em um desses buracos é prejuízo na certa. Sem falar no risco de um choque de frente com outro carro. Ainda há a possibilidade de surgir um animal na pista ou sei lá...A noite é muito cheia de surpresas”, observa Da Luz.


Através de um contato feito por email, realizamos as indagações pertinentes ao DAER, e este respondeu que a manutenção prometida em 5 de agosto na verdade, começou a ser feita, inclusive com o roçado do mato ao acostamento, mas que o serviço precisou ser paralisado devido à chuva e que este deve ser retomado em breve.


Reportagem: Nael Rosa

Contato: 53- 9-99502191

Email: naelrosaeufalei@gmail.com

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