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Prestes a completar 35 anos ao microfone, Roberto Júnior cogita parar de comunicar, mas afirma: "me aposentar, não!"

Foto: Cléo Almeida

Entre suas passagens por diferentes rádios da Zona Sul, Roberto Júnior, hoje na Alegria FM, esteve por 12 anos ao microfone da Nativa Piratini

Ele é dono de uma voz atrativa aos ouvidos de quem, através da companhia inseparável proporcionada pelo rádio, veículo de comunicação que, mesmo com as várias opções de entretenimento à disposição disponibilizadas a partir do momento em que a Internet entrou em nossas vidas, segue firme, sobrevive à evolução tecnológica, e se mantém como um dos hábitos dos quais os brasileiros não abrem mão, mudando apenas, a forma de como ouvir a invenção do italiano, Guglielmo Marconi, que, em 1896, foi responsável por transmitir sinais telegráficos a uma distância de dois quilômetros, dando origem ao sistema radiofônico que chegou ao  Brasil 26 anos depois, em 1922.


E foi a emissão vocal limpa e de ótima dicção, que levou Roberto Júnior, 56 anos, uma das presenças marcantes também no dia a dia dos piratinienses, afinal, a partir de 1992, por 12 anos ele pertenceu à equipe de comunicadores da Nativa FM, ser, como ele, sempre cheio do peculiar bom humor costuma dizer não ser um comunicador e sim, um “comunicamor”, hoje da rádio do coração”, referência à Alegria FM, onde atua e tudo começou.


“Minha jornada no rádio, que em 2024 completa 35 anos, teve início em 1989, quando busquei a extinta RCC, hoje, Rádio Alegria, para pedir ajuda objetivando encontrar os meus documentos, perdidos durante o carnaval daquele ano. Ao me ouvir, o diretor da época perguntou: cara, tu já trabalhou em rádio?”, resume, Júnior, que a seguir, adotando parte da da alegria e energia que integravam a forma de comunicar de Uiara Araújo, a quem ouvia nas madrugadas da carioca, Tupi AM, foi ao ar pela primeira vez da meia-noite às duas da manhã.


Formado em Química Industrial, área em que atuou por apenas dois anos, Robertão, como também é chamado pelos mais íntimos, já fala em aposentadoria, afinal, os cabelos grisalhos há alguns anos fazem parte do visual, detalhe que exemplifica, inclusive para ele, que o tempo, depressa ou não, passou, o que não, ao menos até agora, não influenciou para reduzir a jovialidade e a qualidade do trabalho.


Roberto Pereira Ribeiro (nome de batismo), possui no currículo que inclui passagens, além da RCC e Nativa Piratini, Litoral FM, de São Lourenço do Sul, ainda pela Rádio Dez, essa também em Pelotas, afirma estar adaptado às novas formas de participar diariamente da vida das pessoas, pois o avanço tecnológico levou não só aos comunicadores a se atualizarem, mas também, as emissoras que se adequaram à nova realidade dos meios de comunicação.


“As emissoras que possuem poder aquisitivo para tal, destinam parte das suas receitas mensais para investirem nas mídias digitais, criando seus sites e aplicativos. Ainda neste sentido, entendo, por exemplo, que o Youtube, bem como as demais tecnologias de transmissão disponíveis e denominadas streamings, não podem ser vistas como concorrentes, pois somam, deixando  a comunicação mais bonita",  opina o radialista, para em seguida, acrescentar:


"Isso permite a nós, locutores, pois o que resulta da profissão não é mais apenas sonoro, mas também, imagem através do vídeo, estarmos em todo o lugar o tempo todo, o que hoje ocorre através de um celular e não mais apenas pelo rádio que, no passado ficava, inclusive, em cima da geladeira de nossa casa. Os tempos são outros”.


Por estar há mais de três décadas em atividade profissional, a hora de “descer da anteninha”, outra expressão irreverente que já integrou sua locução, se aproxima. Indagado sobre esse ponto, ele responde que ainda não parou para refletir se, em breve, estar o microfone não mais fará parte da sua rotina, mas se esse for o caso, se sente pronto para deixar o FM, já curtir o merecido descanso, não faz parte dos planos.


“Sim, pode ser que eu pare. Mas ainda não tive a oportunidade de pensar nisso já que minha cabeça está ocupada quase 100% do tempo com as tarefas, projetos, locução e outras atividades que fazem parte das minhas obrigações”, externa, Júnior, que também é formado em Jornalismo, o lhe permite aplicar os conhecimentos comuns à função, ao ocupar, além do cargo de coordenador artístico, também o de gestor de conteúdo da rádio que recentemente inseriu em sua programação, fatos noticiosos, principalmente, os relacionados ao agronegócio.


Ele finaliza: “os limites quanto ao que podemos ou não fazer, somos nós quem colocamos. Então, caso eu realmente deixe o rádio, vou buscar algo novo, pois me sinto pronto e capaz de ocupar e realizar outras funções, sejam elas quais forem. Me aposentar, de fato, não!”.


Reportagem: Nael Rosa



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