• Nael Rosa

Residentes na zona rural de Piratini sofrem com as faltas constantes de energia no Barrocão

Foto: divulgação

Advogado Lucas Wachoolz representa parte dos usuários prejudicados

Uma parte significativa dos moradores do 3º e 4º distritos de Piratini acumulam prejuízos em virtude da falta de energia elétrica que é diária, por exemplo, na localidade Barrocão. São até 15 horas sem luz, o que irrita o agricultor Gerci da Silva, que aos 75 anos se vê impotente diante da postura da Equatorial Energia.


“Não temos ou não sabemos mais o que fazer. Tem dias que a luz falta às nove da noite e só retorna às 11 do dia seguinte, para horas depois faltar novamente”, reclama Silva, que continua:


“Sem energia fico também sem água, pois com a idade que tenho não reúno mais condições de carregar baldes para abastecer a casa. Para reclamar também é difícil para mim, já que fico sem internet e sem telefone celular que não pode ser carregado. Resta pedir ajuda aos vizinhos para que eles façam contato com a empresa fornecedora pedindo uma solução, o que não vem”.


A comerciante Leia Porto, também residente no Barrocão, não vive situação diferente em virtude da ausência da luz, e compartilhou com a reportagem sua frustração.


“Está muito difícil e não sabemos mais o que fazer. Tenho um comércio e frequentemente sou obrigada a jogar o estoque de carnes fora. Recentemente também tive que descartar todo o sorvete que seria destinado à venda porque são muitas horas diárias sem energia. Pelo mesmo motivo meu marido, que tem criação de ovinos, também tem perdido muitos dias de trabalho, já que não consegue usar as máquinas para esquilar os animais. Reclamamos com a Equatorial com frequência, mas ouvimos que eles não sabem explicar o motivo que causa o problema na nossa região”, disse Léia.


O advogado Lucas Wachholz, que representa clientes que acionaram a concessionária na Justiça em virtude da falta de fornecimento em janeiro deste ano quando os residentes ficaram uma semana sem energia, disse que mesmo a empresa já tendo sido condenada a pagar indenizações em algumas das 25 ações que sofreu, não toma providências para sanar os problemas.


“Algumas dessas ações não cabem mais recurso, portanto a Equatorial foi condenada a indenizar estes consumidores que represento, o que não foi suficiente para eles darem solução à situação, pois desde o dia 30 de outubro parte dos moradores dos dois distritos em questão vem sofrendo novamente com as faltas constantes de energia, o que gera outras consequências como a impossibilidade de alimentar as bombas que permitem abastecer as residências com água também”, pontuou.


Reportagem: Nael Rosa

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