• Nael Rosa

Feira do Feijão Orgânico de Piratini é a única em toda a América Latina

Foto: Nael Rosa

Variedades orgânicas são produzidas na zona rural de Piratini

Oriunda da uma iniciativa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e a Emater, que decidiram em 2013 fazer um teste de variedade de feijões orgânicos em Piratini, a Feira do Feijão Orgânico foi promovida dois anos depois, passou a reunir no mês de maio produtores baseados no 2º e no 5º distritos do município, e sua importância se tornou tão significativa que ela passou a fazer parte do calendário oficial de eventos da cidade, disponibilizando atualmente para a população em torno de 30 variedades do grão, sendo a única da América Latina deste gênero.


De acordo com Anderson Fontoura, extesionista rural da Emater, a experiência de cultivar inicialmente 13 variedades de feijões foi tão exitosa, que rapidamente se decidiu junto com os produtores da Associação de Produtores de Base Ecológica de Piratini (Aprobeco) e a Associação de Produtores Ecológicos Conquista da Liberdade (Apecol), promover um evento que apresentasse os produtos à comunidade local.


“Além do evento específico para a venda do que é produzido nos dois distritos, hoje temos duas outras feiras semanais que ocorrem na Praça Inácia Machado da Silveira que comercializam esse produto cultivado por agricultores familiares e quilombolas no mercado interno o ano inteiro. Já a venda externa em 2022 foi prejudicada por causa das altas temperaturas, pois isso impediu uma das duas colheitas previstas fosse realizada. Mas quando é possível ter safra e safrinha, o feijão orgânico produzido aqui é vendido para vários municípios”, enfatiza Fontoura, destacando que até o início da pandemia Piratini já produzia 30 variedades orgânicas.


Ele enfatiza que, primeiramente a intenção da Emater é auxiliar na produção de um alimento de qualidade para quem planta, e isso é tão ou mais importante quanto garantir as tantas variedades colocadas no mercado para a comercialização, sempre se utilizando de tudo que a natureza oferece em favor dela própria, sendo essa a diferença primordial de um alimento sem o uso de agrotóxicos.

“Desde a plantação até a colheita, fornecemos atendimento e acompanhamento. Estamos sempre ao lado de quem produz, fazendo testes e criando fórmulas para garantir a produção de algo que agrega 30% a mais no valor em relação ao feijão convencional. Mas primeiro vem a alimentação das famílias, depois se pensa nas vendas, afinal, precisamos assegurar a soberania alimentar e também a semente que vai gerar uma nova lavoura no ano seguinte, pois a missão é ainda manter um banco dessas sementes vivo entre os integrantes dessas associações que agrupam produtores que trocam conhecimentos entre si uma vez por ano”, explica o extensionista, que finaliza destacando o papel importante da Emater junto aos agricultores.


“Priorizamos a agricultura familiar. Nessa produção orgânica atuamos tanto junto aos guardiões das sementes até a venda dos produtos nas feiras, sempre pesquisando junto aos agricultores com o objetivo de diminuir os gastos com aquilo que vai gerar um alimento de qualidade, bem como o excedente para ser comercializado. Isso é a Emater, que faz parte do cotidiano de quem produz, sempre de forma contínua e sem custo algum para quem busca nosso auxílio”.


Reportagem: Nael Rosa

Contato: 9-99502191

Email: naelrosaeufalei@gmail.com



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