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  • Foto do escritorNael Rosa

Galeto Solidário da AAPECAN será realizado no Salão da Comunidade Luterana, dia 9 de dezembro

Foto: divulgação

Usuários do serviço e também voluntários, serão os responsáveis pela preparação do cardápio

Voluntários e usuários de Piratini, que ajudam ou usam a estrutura da Associação de Apoio de Pessoas com Câncer (AAPECAN), promovem dia 9 de dezembro, no salão da Igreja Luterana Farroupilha, mais uma edição do Galeto Solidário, oportunidade em que uma parte significativa da comunidade local poderá, através do sistema pegue e leve, levar para casa, coxa e sobrecoxa assada, salada de maionese, arroz e, de sobremesa, sagu, pagando para dispor deste cardápio, apenas R$ 25,00.


A renda obtida com o evento que há quatro anos ocorre sempre com muito sucesso no tocante às vendas, será usada para a compra de itens que integram a cesta de alimentos entregue no final do ano aos acometidos pela doença no município e que buscam o apoio oferecido pela instituição para a realização do tratamento.


Fabiano Gerbaudo, coordenador da AAPECAN na metade sul, afirmou que a ação sempre obteve apoio maciço da população piratiniense, o que, certamente, se repetirá em 2023.


“Estamos gratos por tanto apoio que nos permitirá captar recursos outra vez, para fecharmos mais um ciclo, doando esses alimentos para o nosso evento de fim de ano, o que oportuniza que, não somente a pessoa que está se tratando para livrar-se da doença, mas também suas famílias, possam ter dignidade e, juntos, celebrem a noite de Natal reunindo-se em volta da mesa”, disse o coordenador.


Ele, que há 18 anos atua nessa função, destaca que esse é um trabalho feito em equipe, tanto de voluntários, como de funcionários da instituição, pois se não fosse desta forma, com o empenho de todos, seria impossível, tanto lidar com tamanha quantidade de gente acometida pela patologia, como também manter a estrutura oferecida que tem custo elevado e se sustenta basicamente através da solidariedade das pessoas.

Gerbaudo frisou outra vez, a importância do esforço em torno da realização do Galeto, pois, como já foi dito, este proporciona um momento ímpar para todos os usuários da AAPECAN, já que quando elas obtêm o diagnóstico de câncer, o normal é pensar que tudo vai acabar, ou seja, que vão morrer, o que ele lembra, não é mais assim, principalmente quando a doença é descoberta ainda e fase inicial, o que proporciona a chance de até 95% de cura.


“É compreensível, uma vez que, ao saber que o câncer está no organismo, o chão se abre abaixo dos pés. Mas não é mais assim, pois a medicina evoluiu muito e a tecnologia, que avança de forma muito acelerada, anda junto para que, em muitos casos, a cura seja obtida. Mas eu entendo a todos, pois quando essa doença chega, desestabiliza não só o psicológico de quem ela atinge, mas desestrutura de forma financeira toda a família. Assim, ao amparamos pessoas de baixa renda e estarmos com todos eles no fim de cada ano, asseguro, é uma experiência incrível que a nós causa alegria e muitos agradecimentos a Deus”, destacou.


Há tanto tempo na AAPECAN, Fabiano garante que o tempo e ainda as experiências vividas ,por exemplo, na Casa de Acolhimento localizada em Pelotas, não impedem que a todos de se envolverem emocionalmente com os pacientes, o que causa sensações muito boas quando alguém se livra do câncer, e de muita impotência ao presenciar que uma batalha não é vencida.


“Não garantimos apenas quatro refeições aos usuários da Casa cinco dias por semana, mas ainda, transporte para o tratamento, a compra de suplementos necessários e outras ajudas caso precisem. Então, essa convivência diária faz com que criemos vínculos com quase todos eles”, revelou o gestor, para logo emendar:


“Quando alguns são curados, sentimos muita alegria por termos feito parte desse processo. Mas quando acompanhamos, ao estarmos juntos integrando o cotidiano de alguém que chegou caminhando e, às vezes rindo até nós, definhar a cada dia, o abalo e a sensação de impotência nos toma de forma geral. Nessas horas, o que serve de conforto é que, antes dele ou dela partir, fizemos o possível para assegurar a todos a máxima qualidade de vida permitida. Nos conforta ainda, saber que Deus nos permitiu fazer a nossa parte, o que torcemos para que continue assim, já que estas pessoas, sem distinção, não precisam somente de remédios e sessões de rádio ou químio, mas também de muito amor e carinho, e isso sempre teremos a dar nessa missão que é simplesmente ajudar a quem precisa”, finaliza.

Reportagem: Nael Rosa

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