• Nael Rosa

Em tempos difíceis, as mãos do bem que praticam a solidariedade produzindo máscaras de proteção


A costureira Jaqueline diz que se sente útil ao ajudar quem precisa sair para trabalhar

Em tempos de isolamento social por medo de contrair o coronavírus, praticar a solidariedade fez com que 32 mulheres, todas costureiras, abraçassem a causa proposta pelo gabinete da primeira dama de Piratini, que formou através do WhatsApp o grupo “Mãos do Bem”, como o objetivo de fabricar máscaras de proteção, item que está em falta no comércio local.


Diante disso, Marina Sinotti, primeira dama do município, teve a ideia de reunir profissionais da costura usando a rede social e rapidamente ela obteve uma resposta muito positiva.


“Foi rápido. Lancei a ideia e várias aderiram ao grupo se colocando à disposição para ajudar”, conta Sinotti.


Através da internet também vieram às primeiras doações de material, se somando as estes doadores também a Secretaria de Saúde que ajudou na compra do tricoline, tecido usado e que permite a reutilização das máscaras distribuídas gratuitamente para atendentes de farmácia, supermercados, responsáveis pela limpeza urbana e outros profissionais que diariamente são obrigados a sair de casa para trabalhar.


“As máscaras são laváveis, portanto reutilizáveis, o que é bom em tempos como os que estamos enfrentando, pois já não há para a venda”, explica.


Depois de fabricadas, ela disse que todas são esterilizadas com ferro a vapor e embaladas com o folheto explicativo de como usar e higienizar, folheto que foi idealizado por uma das voluntárias que aproveita o isolamento para colaborar com a causa.


“Pesquisei na internet e elaborei as instruções de uso. Confeccionar as máscaras me ajuda psicologicamente, o que também entendo que aconteça com as pessoas que as usam, pois nos sentimos mais protegidos ao usa-las”, entende Cíntia Silveira, 35 anos, que completa:

“Fazer parte desse grupo me ajuda muito, já que estou confinada e numa situação como a que estamos enfrentando se você não é solidário perde parte do sentido de estarmos aqui, vivos”., disse ela que antes mesmo de integrar os Mão dos Bem já havia tomado a iniciativa de fazer as máscaras e distribuir gratuitamente.


A máquina de costura de Jaqueline Barbosa Pinto, 31 anos, também é ativada em sua estamparia de garagem e no mínimo uma hora por dia ela se dedica ao grupo para colaborar com a causa.


“Eu me sinto útil em poder ajudar de alguma forma. Estamos em casa, seguras, mas ao mesmo tempo podendo colaborar com as pessoas que saem de casa todo dia para trabalhar. É bom, pois ao costurar, fazer as máscaras, faz com que abandonemos um pouco a televisão”, disse a costureira que assim como Cíntia, já no princípio da pandemia e antes de aderir ao grupo, teve iniciativa.


“ Quando tudo isso começou eu comprei material, elástico e tecido com recursos próprios e passei a fazer as máscaras. Muitas pessoas souberam disso e vieram busca-las. Agora dedico parte do meu dia para, junto com as demais costureiras ajudar nesse momento difícil”, conclui Jaqueline.

Segundo Marina Sinotti, a partir de agora quem quiser ajudar pode trocar as máscaras por alimentos não perecíveis que serão encaminhados à Assistência Social para serem doados às famílias em situação de vulnerabilidade.

Nael Rosa- redator responsável

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