• Nael Rosa

Memorial reúne premiações e abras dos 26 anos de carreira de Cristiano Quevedo

Foto: Nael Rosa

Acervo agora está à disposição da população local e dos turistas

Do LP ou disco de vinil intitulado Um Canto pra Ti, gravado em 1995, até agora, a voz de Cristiano Quevedo ecoou nos quatro cantos do pago sulino e, é claro, também fora dele e uma carreira que já tem 26 anos na música gaúcha, fez com que o cantor acumulasse centenas de discos, troféus ganhos em festivais, placas, etc, que resumem sua trajetória de sucesso.


Tudo isso agora virou um acervo que ilustra o Memorial Cristiano Quevedo, inaugurado no sábado (19) durante a Vertente da Canção Nativa, um momento ímpar para o tradicionalista piratiniense de 45 anos.


“É algo que eu diria e meio louco e impossível de resumir apenas com palavras. Cada objeto aqui e agora tem uma história de muito suor, lágrimas e alegrias e até outro dia estava na estante da minha casa e fazem parte de um sonho nada ambicioso. Eu só queria cantar e hoje tenho orgulho de dizer que vivo da música, vivo de um sonho realizado”, falou Quevedo em entrevista ao Eu Falei. Ele ampliou: “Estou muito feliz, pois agora minha cidade disponibiliza um espaço no Palácio da República Rio-grandense, local onde esta foi planejada, e dela incorporo em minha música os ideais de liberdade, igualdade e humanidade”.


Conforme o artista, o espaço agora disponível aos seus conterrâneos e aos turistas, terá seu acervo aumentado à medida que a carreira tiver continuidade e quando também não foi mais possível emitir seu canto.


“Já deixei um pedido a minha família que está ciente de que quando eu não puder mais cantar ou tocar meu violão ou partir dessa vida, que doe todo o resto do que fez parte da minha história para que meus filhos, meus netos e a todas as gerações futuras de Piratini possam saber um pouquinho do que foi esse sonho realizado”, concluiu.


Para o secretário de Cultura Fladimir Gonsalves, idealizador do memorial, a intenção foi ofertar às pessoas algo que representasse o legado que ele entende que Cristiano já deixou não só para a Capital Farroupilha, mas para todo o estado, algo que precisava ser feito ainda em vida.


“Tenho a opinião que isso é o interessante: homenagear em vida, por isso foi feito algo que representasse a história dele. Entendo para a comunidade parte da vida de um defensor da cultura, e isso para mim é mais que um simbolismo diante do que ele representa, já que é um defensor do que é nosso e o legado que deixará é imenso, pois faz parte de uma riqueza cultural e sua trajetória de um valor inestimável”, observa Gonsalves.


Reportagem: Nael Rosa

Contato: 9-99502191

Email: naelrosaeufalei@gmail.com

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