• Nael Rosa

Conselho de sentença condena dois dos quatro réus pelas mortes de Horaci e Hermínio


Aline e Alda, esposas das vítimas, pediram e entendem que obtiveram justiça

Após um embate entre acusação e defesa que durou 25 horas, começando na terça (17) e terminando somente na noite do dia seguinte, o corpo de jurados condenou o policial militar Edelmiro Mendonça Furtado, 45 anos, e seu irmão, Armando Mendonça Furtado, 50 anos, pelos assassinatos dos também irmãos Hermínio e Horaci da Rosa Ávila, crimes que foram cometidos em março de 2016 na zona rural de Piratini.


O pai dos réus, Armando Meireles Furtado e também Luiz Carlos Borges, a pedido do Ministério Público, foram inocentados da acusação de formação de milícia.


O júri foi desaforado, portanto ocorreu em Pelotas e sua sessão foi presidida pelo juiz Régis Adriano Vanzin, da 1ª Vara Criminal, responsável por sentenciar Edelmiro a 23 anos e nove meses de prisão em regime fechado, além da perda da função pública. Armando Furtado foi condenado há 18 anos e sete meses também em regime fechado.


Diante das condenações, Aline Rosa e Alda Domingues da Cruz, viúvas das vítimas que com cartazes em frente ao Fórum pediam justiça para os autores dos crimes, comentaram a sentença.


“Esperava que eles fossem condenados a uma pena ainda maior, mas estou satisfeita com o trabalho da acusação”, disse Aline. “Estamos aliviadas, pois a justiça foi feita”, emendou Alda.


O promotor José Olavo dos Passos, que dividiu o plenário com o também promotor Márcio Schlee Gomes, ambos assistidos pelos advogados Marcial Guastucci e Wilbor Pinheiro, comentou o trabalho do Ministério Público e a dificuldade enfrentada com a defesa que frisou, ser muito qualificada.


“Foi um júri muito difícil e com defensores muito competentes, mas entendo que fizemos a nossa parte ao pedir a absolvição de dois dos réus por insuficiência de provas, e atacamos a quem tínhamos que atacar, conseguindo penas duras para os autores dos crimes, inclusive a exclusão de Edelmiro do quadro da Brigada Militar, então foi feito justiça que é o que a família esperava”, analisou Dos Passos.


Schlee Gomes lembrou os gritos por justiça que foram emanados pela comunidade na época do crime e afirmou que os assassinatos foram uma execução.


“Toda essa mobilização da população de Piratini que foi para as ruas do município e, em frente à delegacia protestou e exigiu que houvesse uma investigação mais profunda, teve nesse resultado o momento final da angústia da família das vítimas, pessoas que recebem da comunidade de Pelotas que lhe representou no corpo de jurados, uma resposta para essas execuções que partiu de um policial que deveria defende-las e que junto com seu irmão cometeu uma barbárie dessas que não poderia ficar sem uma punição. Houve uma resposta da Justiça. Estamos satisfeitos”, declarou o promotor.


Nael Rosa- redator responsável

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