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  • Foto do escritorNael Rosa

Produtores rurais residentes às margens da ERS-265, tornam a interromper a rodovia devido ao seu estado precário

Foto: Maico Borges- Blog Piratini News

Moradores e produtores rurais residentes à beira da rodovia não pavimentada, impediram a passagem de veículos por uma hora

“Não há mais quaisquer  condições de trafegabilidade. Vidas estão em risco”. Foi dessa forma que a pecuarista e agricultora, Sandra Ulguim, 52 anos, deu início às suas queixas ao conversar com a reportagem  do site Eu Falei Piratini, referindo-se aos 45 quilômetros de chão batido que separam os municípios de Piratini e Canguçu pela ERS-265.


Na segunda-feira (8), coube a ela mobilizar cerca de 50 produtores rurais moradores à beira da rodovia e que novamente buscaram  chamar a atenção do governo do Estado para a situação que se mantém precária e que é responsável por inúmeros transtornos e prejuízos.


“Não suportamos mais. Assim impedimos por uma hora a passagem de veículos e, asseguro: não vamos parar até que se dê uma solução para o absurdo que é a condição dessa estrada”, garantiu, Sandra, que herdou e explora a propriedade que herdou dos pais, situada no Rodeio Velho, localidade que está dentro dos limites de Piratini.


Ela relata que o estado de abandono  da via já dura 30 anos, o que indigna os usuários e residentes às margens da mesma, pois o escoamento de toda a produção se torna um desafio a ser vencido, o que, segundo ela, pode ser vencido se a sugestão do grupo manifestante for aceita pelo governador, Eduardo Leite (PSDB).


“Vamos a Porto Alegre para pressionar o governo a aceitar nossa sugestão. Queremos que o governador permita que os dois municípios: Piratini e Canguçu, passem a fazer a manutenção desses 45 quilômetros a partir do Cancelão,”.


Sandra finaliza, reclamando da pouca participação no ato, já que o número de manifestantes ficou abaixo da sua expectativa.


“Esperávamos o dobro de produtores. Queríamos ter contado com os seus caminhões e tratores, mas é fato que existe uma divisão entre os interessados em resolver esse problema. Uma parte entende que não devemos envolver as autoridades políticas das duas cidades interessadas e isso fez com que alguns recuassem e não aderissem à manifestação, o que discordo, pois sem usar a força dos nossos representantes, nada vamos conseguir”, opina.


O comerciante, Gildo Thiel, 53 anos e que desde 1989 também reside à beira da 265, localidade Alto Alegre, já em Canguçu, revelou que está cansado das seguidas situações que enfrenta devido  à falta de conservação da rodovia.


“A mercadoria que compro para revender atrasa a todo o momento. Os gastos com os frequentes problemas mecânicos dos caminhões são incalculáveis e, para mim, vai piorar, já que a partir do segundo semestre, colocarei a operar uma fábrica de rações para animais, investimento grande que estou fazendo, mas que me deixa mais apreensivo”, disse Thiel, que conclui com um desabafo:


“ É a quarta manifestação que participo para chamar a atenção das autoridades, mas o resultado de todas elas é decepcionante, tanto com quanto a minha indignação com a classe política, já que estamos totalmente desamparados. Lutamos, lutamos e nada”.

 

Reportagem: Nael Rosa

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