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Vereador cobra Prefeitura e pede que o município transporte os alunos da ETEC Canguçu

Foto: Nael Rosa

Vereador Manoel Rodrigues argumenta que transportar os estudantes tem custo baixo para o município

Mesmo sendo uma responsabilidade do Estado, mas em anos anteriores tendo sido realizado pelo município, o vereador Manoel Rodrigues (Progressistas) cobrou da Prefeitura a realização do transporte de alunos piratinienses para a Escola Técnica Estadual de Canguçu (ETEC), problema que se arrasta desde o início do ano letivo, obrigando as famílias dos estudantes a custear as viagens para que os filhos não percam as aulas.


“Essa novela se arrasta há meses. É um absurdo que a administração municipal não se preocupe e ampare esses alunos e também seus pais que só querem ver seus filhos formados, mas não possuem condições para bancar as passagens da linha intermunicipal realizada pelo Transporte Embaixador”, reclamou Rodrigues.


Reforçando seus argumentos, o parlamentar acrescentou que são apenas duas viagens por semana, pois os alunos saem de Piratini na segunda-feira permanecendo toda semana em Canguçu, para retornarem na sexta-feira, portanto, na opinião do vereador, transportá-los não seria oneroso para o município.


Ouvimos o secretário de Educação, Luís Fernando Torrescasana, que repetiu ser do Estado a obrigação do ir e vir dos estudantes da ETEC, mas que o município oferece meios para custear o transporte para instituições de educação que estão situadas fora de Piratini.


“Não é nossa obrigação. Cabe salientar que a Prefeitura dispõe de uma parceria com a Metroplan que oportunizou o Programa Passe Livre, disponibilizando recursos financeiros para esta finalidade e de acordo com a renda per capita das famílias. Esses valores são para cobrir eventuais custos que os estudantes tenham com o transporte de um município para outro, usando linhas regulares ou então através de uma associação composta por eles que permite buscar uma empresa terceirizada para este fim”, explicou.


Por fim ouvimos a titular da 5ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Alice Maria Szezepanski, para que ela desse uma posição sobre a situação. Ela admitiu o problema e disse que está trabalhando para que ainda na primeira quinzena de agosto haja uma solução.


“Realmente os alunos em questão estão sem transporte. O estado vai fazer um novo aditivo, mas estas situações que envolvem licitações são mesmo complexas. Estamos lutando para o retorno, tanto que pedi caráter emergencial ao Estado, pois a condução para eles (estudantes), já era para estar à disposição. Acredito que ainda este mês teremos a solução”, prevê a coordenadora.


Reportagem: Nael Rosa

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