• Nael Rosa

Conselheiras comentam situação de garoto que era espancado pelo padrasto em Piratini

Foto: Nael Rosa

Conselheiras que a mãe não deu importância ao fato

Uma situação de maus-tratos que, ao que tudo indica, durava anos, foi exposta pelo Conselho Tutelar de Piratini na quinta-feira (11).


Com exclusividade ao site Eu Falei, quatro das cinco conselheiras de Piratini falaram das surras contínuas que um menino de cinco anos, morador do Passo do Dorneles, 2º Distrito, levava do padrasto que foi alvo de três denúncias anônimas ao órgão.


Conforme elas, quando a criança era ainda menor, já houve a suspeita de que ela foi surrada, fato que chegou ao Conselho, tendo o garoto um enorme ferimento nas costas e que a família deu como motivo para tal uma queda da cama.


“Desta vez, ele tinha novamente ferimento nas costas, mas também na cabeça, em uma canela e no rosto, local onde o olho estava bem inchado”, contou Bruna Vieira, conselheira coordenadora que ampliou: “o menino conversou conosco e narrou que apanhava do padrasto, violência que ainda era praticada contra a irmã, e o motivo era pequenos travessuras praticadas por crianças”.


O fato foi alvo de boletim de ocorrência e também encaminhamento ao Ministério Público e, devido aos acontecimentos, a mãe, o garoto de seis anos e mais um casal de 3 e 5 anos, foram acolhidos no Abrigo Institucional da Criança e do Adolescente (Aica), mas mesmo recebendo assistência, inclusive psicológica, a mãe decidiu voltar ao convívio do companheiro suspeito de surrar os filhos.


“Ela recebeu orientação da assistente social e de uma psicóloga para que tivesse o real entendimento do que estava acontecendo, mas ainda assim decidiu retornar para o marido e deixou os três filhos na Aica”, explicou Bruna, que acrescentou.


“A mãe, grávida de seis meses, não demonstrou nenhuma preocupação com os filhos que agora terão o destino definido pela justiça”.


Quanto a este fato, a conselheira revelou que novas denúncias estão chegando e estas revelam um possível abuso sexual cometido pelo homem que, na busca pelos denunciantes, estaria levando medo aos vizinhos.


“Quem quiser nos fazer uma denúncia não precisa ter medo, pois em momento algum e por razão nenhuma nós revelamos a fonte”, conclui a coordenadora.


Reportagem: Nael Rosa

Contato: 9-99502191

Email: naelrosaeufalei@gmail.com


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