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Muriel e Mykaella, que casaram em 2022, revelam que pretendem ter um filho no máximo em quatro anos

Foto: Bruno Strelow

Muriel e Mykaella,que casaram em janeiro de 2022, revelaram que vão ter um filho no máximo em quatro anos

As duas jovens: Mykaella Francisca Martins, 23 anos, e Muriel Espíndola, 28, que protagonizam em 2022 o primeiro casamento homoafetivo de Piratini, conversaram novamente com a reportagem do Eu Falei para falar sobre a união, a aceitação da mesma pela comunidade, e ainda dos planos para o futuro, que revelaram elas, incluem a gestação de um filho através do processo de fertilização.


De acordo com Muriel, que é enfermeira padrão, a gestação de um bebê, que será gerado pela esposa por essa ter menos idade, sempre esteve no planejamento das duas, o que deve ocorrer no máximo em quatro anos, quando, segundo suas expectativas, já estarão estabelecidas financeiramente, talvez em outra cidade que não a atual.


“Por enquanto não pretendemos sair de Piratini, o que poderá ocorrer no futuro e como isso comprarmos nossa casa, o que não fizemos ainda em virtude do alto preço das moradias da cidade", reclama a designer de cílios, Mykaella, que é natural do Espírito Santo, estado em que, após oito meses de trocas de mensagens com a hoje esposa, decidiu largar tudo para viver seu grande amor.


“Por ela eu abandonei tudo. Pedi demissão do emprego que tinha em um banco, larguei a faculdade, hoje retomada, sendo que me formo este ano, e ainda minha família, para morar no Rio Grande do Sul”, recorda a capixaba que, assim como a atual companheira, nunca tinha se relacionado com mulheres.


“Fiz tudo isso porque, enquanto não nos conhecíamos e teclávamos, me dei conta que nossos gostos e ideias sobre tudo batiam, e não me arrependo, pois com a Muriel foi com quem mais me encaixei. Com os homens os quais me envolvi, a convivência também era tranquila, mas com ela é diferente, já que temos uma com a outra muita amizade, cumplicidade e companheirismo. Asseguro que estamos felizes, inclusive por perceber a aceitação das pessoas da nossa união”, afirma


A afirmação da estudante de Biblioteconomia tem a concordância de Muriel., que sobre a aprovação do casamento das duas por pessoas pertencentes a uma comunidade onde o tradicionalismo é latente, garante que nunca sequer percebeu um olhar diferente, mas opina que os homens têm mais dificuldade de aceitar uma relação gay do que as mulheres.


“Não enfrentamos nenhum problema dessa natureza. Ao contrário: tanto na rua como no meu trabalho, sou abordada por colegas e outros que admiram nossa coragem e afirmam que gostariam de ser iguais a nós. Estamos muito felizes e também contribui para isso o fato de a Mikaella ter se inserido rapidamente no mercado de trabalho e hoje contar com um números de clientes expressivo na profissão que exerce", destaca Muriel, que finaliza:


“Ainda sobre a aceitação da nossa união pela comunidade, uma prova disso é temos uma vida social comum a de outros casais. Quando vamos a algum lugar público juntas, não nos furtamos de trocar carícias, caso nos dê vontade, tudo isso na mais absoluta normalidade, muito embora eu perceba que os homens veem este tipo de relação entre pessoas do mesmo sexo, de uma forma mais sexualizada, o que entendo ocorrer pela questão do machismo, mas preconceito conosco, não”.

Reportagem: Nael Rosa

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