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Museu Histórico Farroupilha se destaca entre o acervo arquitetônico da 1ª Capital Farrapa

Foto: Nael Rosa

Piratini tem um acervo arquitetônico que se destaca no cenário gaúcho e atrai anualmente centenas de turistas que se encantam com construções erguidas no princípio do século 19 e, certamente a mais visitada é o Museu Histórico Farroupilha erguido em 1819 e batizado como Solar dos Meirelles devido a sua posição que permitia receber a luz do sol em abundância.


Em 1835, quando foi deflagrada a Revolução Farroupilha, o patriarca da família, Manuel Gonçalves Meirelles, doou o solar ao general farrapo, Bento Gonçalves, com tinha parentesco e, dois anos depois, quando a cidade foi Capital do Estado, o prédio foi transformado em Quartel General do movimento separatista.


Há 70 anos, em 1953, um ano depois de ser tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional ( IPHAN), a família de Florisbelo Farias, então proprietária do local, doou o mesmo para o estado e, 1954, a construção que também abrigou uma escola somente para meninos se transformou em museu.


Segundo a diretora Luiza Rodrigues, hoje o Museu Histórico Farroupilha de Piratini tem em seu acervo mais de duas mil peças, sendo a maioria itens que foram usados durante a revolução.


“Essa quantidade foi possível devido a doação feita pelo colecionador Volnir dos Santos, o Tchêvone, que nos doou mais de mil peças, como por exemplo, armas brancas. Entre estas, uma pertencente a Joaquim Teixeira Nunes, conhecido como Gavião, e também um punhal que foi de Antônio de Souza Neto”, detalha a diretora.


Mas a peça mais admirada por Luiza é a enorme bandeira do Rio Grande do Sul que certamente esteve nos campos de batalha. O símbolo guarda manchas de sangue e perfurações de bala simbolizando o que aconteceu na busca por um ideal e que hoje é cultuado durante a Semana Farroupilha.

No meu olhar destaco essa bandeira que é um pavilhão tricolor: verde, vermelho e amarelo, sendo o vermelho o sangue dos farrapos dividindo o Brasil”.


De Giuseppe Garibaldi, o grande herói italiano das travessias a barco, o museu guarda uma carta que, embora não tenha sido escrita durante a guerra, se transformou em uma relíquia por trazer sua assinatura de próprio punho.


Desde março deste ano, a casa histórica está com suas portas fechadas. As marcas e deteriorações causadas pelo tempo fizeram com que o governo do estado disponibilizasse R$ 700 mil para que fosse feita uma ampla reforma, obra prevista para durar aproximadamente seis meses.


“O prédio tinha muitas goteiras, o que já foi sanado, pois a parte do telhado já está concluída. Há também a necessidade de uma pintura interna e externa, o que será feito. Ainda serão corrigidas algumas rachaduras nas paredes, conserto de um piso de uma das salas que estava cedendo por causa da umidade e, tão importante quanto ao que foi citado, a recuperação de toda a parte hidro sanitária”, explicou.


Reportagem: Nael Rosa


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