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Pais do jovem morto no acidente na ERS 702 falam sobre a perda do filho


Pais de Anderson lamentam que o filho ao prestar um favor, acabou morrendo

luto que é natural a quem perde um filho de forma trágica e inesperada, Eliane Alves da Silva, 35 anos, mãe de Anderson da Silva Duarte, jovem de 19 anos, morto no acidente ocorrido dia 29 de outubro na ERS-702, Piratini, quando um caminhão invadiu a pista contrária e se chocou de frente com a Chevrolet Marajó guiada por ele, falou em exclusiva ao Eu Falei sobre a perda do filho.


Ao lado do marido João Carlos Duarte, 45 anos, ela contou que, quando o fato ocorreu fazia apenas um mês que a família havia mudado para o assentamento da Cica, segundo, distrito, onde eles ganharam terras e poderiam ficar próximos de outros familiares também residentes no município.


Sob lágrimas, ela lembrou que no dia fatídico o filho tinha outra programação, mas por ser solidário, decidiu ajudar José Lairton Oliveira de Souza, 47 anos e seu irmão, Dejaime Márcio Oliveira de Souza, que estavam no carro e também acabaram morrendo.


“Naquele dia ele estava pronto para ir a Pinheiro Machado buscar a CNH permanente, pois fazia um ano que estava habilitado. Foi quando os dois irmãos pediram um favor, requisitando a ele que fosse até à cidade buscar gasolina. Em um primeiro momento ele disse não poder, mas depois decidiu ajudar e transferiu o então compromisso para o dia seguinte. Acabou morrendo”, lamentou a mãe.


Ao recordar de Anderson, ela conta que este era um jovem tranquilo e muito ligado aos pais, tanto que abria mão de diversões comuns à idade para, quando não estava trabalhando, ficar em casa lhe fazendo companhia.


“Exceto o futebol que ele gostava muito, o restante do tempo livre era comigo. Costumava dizer que nunca ia nos deixar e que conseguiria um trabalho que permitisse nos ajudar e que ele pudesse ficar próximo. Estou desesperada, pois não consigo entrar em casa, no quarto dele onde estão as coisas, como troféus e medalhas que ganhou no esporte que gostava sem sentir essa dor insuportável que somente quem é mãe poderá me entender”, disse Eliane.


Sobre o Ademir Pedroso Pinton, 29 anos e que estava ao volante do caminhão envolvido no acidente, João Carlos, o pai, se disse estar revoltado por ele estar respondendo ao inquérito em liberdade.


“A imprudência dele tirou a vida de três pessoas, então deveria estar preso”, disse o pai.


Em coletiva a seguir ao fato, o delegado Rafael Vitola Brodbeck, titular da DP local, explicou que não houve a prisão em flagrante porque o caminhoneiro prestou socorro às vítimas, não falava ao celular no momento do choque entre os veículos e não foi atestado que ele tivesse ingerido álcool, atenuantes que proporcionam a ele responder em liberdade por triplo homicídio culposo, ou seja, sem intenção de matar, sem estar encarcerado.


Nael Rosa- redator responsável

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