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  • Foto do escritorNael Rosa

Em busca de uma terapia ocupacional, casal decide produzir flores no 5º Distrito de Piratini

Foto: Nael Rosa

Fernando e Carmem Godinho vendem a produção em frente à casa na Avenida Gomes Jardim

Quem circula pelo Centro Histórico Farroupilha, em específico por uma das calçadas próximas ao final da Gomes Jardim, ultimamente tem se deparado com o colorido proporcionado pela beleza peculiar às flores que, expostas na via, mudaram o cenário de parte da avenida.


O que tem chamado atenção dos pedestres e, também dos motoristas, é o resultado do trabalho do casal, Fernando Guastuci Godinho, 67 anos, e da professora, Carmem Luci Martins Godinho, 64, ambos aposentados e que, principalmente, em busca de algo que servisse como terapia ocupacional, decidiram pôr as "mãos à massa" e, na propriedade situada às margens da ERS- 702, 5º Distrito de Piratini, construíram uma estufa onde agora se dedicam à produção das mais variadas espécies de flores.


“É algo gostoso e que ainda podemos fazer, pois com o passar dos anos é normal ficarmos limitados e não termos mais condições de exercer certas atividades em decorrência da idade,  mas a isso ainda é possível se dedicar e eu me envolvo muito, estou adorando esta rotina diária em que sempre há algo a executar, já que elas, as flores, necessitam de cuidados especiais: mais ou menos água, mais ou menos espaço para se desenvolverem, retirada de folhas que morreram e, tudo isso, garanto, faz a diferença para crescerem saudáveis. É uma terapia que a nós, tem feito muito bem”, assegura Godinho.


Carmem, que admite, há sim a questão comercial no que diz respeito à nova ocupação,  afinal, a produção está à venda na rua em frente à casa que eles recentemente adquiriram na área urbana e que abriga, mesmo de uma forma simples no que diz respeito à estrutura, a “Carmem Flores”, assim como o companheiro e parceiro de vida, viu que, a produção e comercialização de orquídeas, cactos, suculentas e outras espécies, era a saída para a inquietude e até para a melhora da saúde mental de ambos.


“Eu estava inquieta. Nós dois aposentados e com uma rotina ociosa e isso nos levou a perceber que o nosso psicológico não estava nada bem. Falando exclusivamente de mim, passei uma vida lidando e tendo contato com pessoas em virtude de ser professora. Já aposentados e por sermos agricultores familiares, eu e o Fernando passamos a produzir, principalmente alimentos que aprendi a fazer com meus antepassados e que por anos foram vendidos na feira ao ar livre no centro da cidade. Mas problemas relacionados à nossa saúde nos fizeram parar com tudo, então, pensei: o que ainda podemos fazer?”, revelou ter indagado, a ex-diretora da escola rural, Vieira da Cunha.


 A resposta para preencher os dias com uma atividade prazerosa, veio também por perceber que, o município, é carente e tem pouca opção no ramo de floricultura.


“Sim, é óbvio que há a questão comercial também envolvida, pois se for possível, buscamos melhorar os rendimentos que possuímos como aposentados. Mas não é o foco principal. Buscamos por algo que nos dê prazer”, garante Carmem, que arremata:


 “A estrutura que intencionamos disponibilizar às pessoas para visitação, inclusive aos que trafegam diariamente pela rodovia, ainda não está pronta. Mas já temos as condições mínimas para receber a todos que quiserem sentir o contato com a natureza,  o que fazemos diariamente e garanto: é algo extremamente prazeroso, sensação que continua quando estamos na cidade, afinal, o corredor da nossa casa é usado para expor e vender as nossas  flores”.


Reportagem: Nael Rosa

 

 

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