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Paulinho diz que não é contra a tecnologia, mas ainda prefere a máquina de datilografia do que ao computador

Foto: Nael Rosa

Paulinho afirma não ser avesso à tecnologia, mas prefere a máquina de escrever do que recorrer ao computador, este um tanto esquecido nos fundos do escritório

Ele chegou aos 66 anos ativo e, mesmo já aposentado, de fato, nunca parou e tão cedo, afirma, não pretende parar de trabalhar. Até aí, nada de extraordinário, certo? Porém, o despachante de trânsito, Paulo Renato Furtado Souza, é famoso em Piratini por, mesmo diante das tantas facilidades proporcionadas pelos computadores, cada vez mais necessários e indispensáveis no nosso dia a dia, ser uma das raras pessoas que, no Brasil e, talvez até no mundo, insistem em não abrir mão da ultrapassada sim, mas sempre eficiente, máquina de datilografia.


Para ele, a invenção da gigante, Remington, que, até 1874 fabricava apenas armas de fogo, é a aliada para que consiga usar ao máximo sua capacidade cerebral que, segundo estudos científicos, para nós humanos é de apenas 10%.


“Não abro mão delas (máquinas de escrever). Tenho umas 20, sendo eu mesmo o responsável por dar manutenção a todas. Essa, que atualmente eu uso, já me serve há 10 anos. Mantê-las para executar as tantas tarefas e serviços que tenho e disponibilizo no escritório, me permite exercitar ao máximo a minha mente. Costumo dizer que meu cérebro é, ao mesmo tempo, um HD e uma memória Ram, pois, após sentar e, a seguir, inserir a folha de papel ofício na minha máquina, tudo sai naturalmente da minha cabeça, sem que eu precise parar pensar no que tenho que fazer ou até pesquisar sobre como fazer", garante Paulinho do Escritório, como é conhecido na cidade.  


Ele, que aos 12 anos teve o primeiro contato com as companheiras inseparáveis, entende que, ainda se manter na ativa é algo que, em sua opinião, também contribui no sentido de manter uma vida saudável e com mais qualidade, o que afirma: foi um conselho dos médicos que cuidam de sua saúde. Mas Paulinho assegura :"Ao contrário do que muitos imaginam ou mesmo pensam, não sou contra ao que a revolução tecnológica nos oferece, tanto que mantenho um computador no escritório". Ele continua:


"Sei o básico sobre informática, e como também sou proprietário de uma fábrica de placas para carros, preciso me manter conectado ao sistema do DETRAN. Assim, meu computador fica nos fundos do escritório e nunca foi usado para fazer, por exemplo, contratos de compra e venda ou procurações. Prefiro datilografá-las e faço isso muito bem, tanto que, uso e sei a função de cada um dos dez dedos que temos nas mãos, se quiser, pode tapar as teclas que, mesmo assim, eu vou saber onde cada uma delas se encontra”, desafia Souza.


Sobre a fama, ele diz se divertir com as tantas situações dado ao seu hábito peculiar, então, se sente feliz toda vez que os pais levam os filhos, estes integrantes da geração que não vive longe daquilo que a ele não faz nenhuma falta (computador), para fazer uma foto dele e, principalmente, conhecer o equipamento obsoleto e, posteriormente, postar o registro nas redes sociais, o que o mantém em evidência por ainda usar aquilo que, para a grande maioria da população mundial, há décadas caiu em desuso.


Ao finalizar, ele faz uma revelação: “Assim como eu não busquei capacitação para utilizar tudo o que um computador nos oferece, também nunca fiz o tal curso de datilografia e, mesmo assim, há 54 anos eu domino uma máquina de escrever”. 


Reportagem: Nael Rosa



 

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