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  • Foto do escritorNael Rosa

Ex costureira é sucesso em vendas para todo o Brasil ao produzir bebês através da Arte Reborn

Foto: Nael Rosa

Ex costureira garante ter se encontrado profissionalmente ao criar os bebês

Hoje não há quem não se renda aos encantos de um bebê quase real, o que é possível devido a uma técnica criada na Inglaterra, em meio à segunda Guerra Mundial, quando as mamães naquela época, buscaram transformar bonecas velhas, quebradas, perdidas em meio à destruição do momento, em novos brinquedos para presentear suas filhas.


A Arte Reborn é um trabalho visto com respeito e admiração, por um público exigente. Realizada por artistas de alta qualidade que dedicam dias de trabalho, muita técnica, paciência e amor em cada bebê que fazem renascer e que é febre entre adultos e crianças, afinal, são irresistíveis e apaixonantes.


De uma residência situada no bairro Padre Reinaldo, em Piratini, hoje saem bonecas e bonecos para todo o Brasil, produzidos através dessa arte, o que proporcionou à ex- costureira e pedagoga, Paula Garcia, 41 anos, se encontrar profissionalmente.


Ela conta que duas das três filhas que tem com Cairo Garcia, policial aposentado, um dia mostraram a ela os bebês reborn vendidos pela internet e, mais tarde, durante a pandemia de Covid-19, decidiu investir no curso ministrado de maneira online, a partir daí, veio a grande virada profissional.


“É um curso caro e que foi pago por meu marido. Digamos que me apaixonei pelos bebês devido a semelhança com os humanos, inclusive os recém-nascidos. É uma riqueza de detalhes na pele, por exemplo, que impressiona. Me formei, comprei o material, que também tem um custo elevado, e fiz o meu primeiro bebê, que postei em minhas redes sociais e rapidamente foi vendido”, recorda Paula.


Cada criação da artista custa em média R$ 1,5 mil, mas ela explica que esse valor pode variar, pois depende do tipo de olhos e cabelo que são escolhidos pelos clientes. Outro fator que pode alterar o preço é o pedido de pessoas que requisitam que o bebê seja semelhante a uma criança real, assim a criação parte de uma foto enviada, o que torna o desafio ainda maior dado a riqueza de detalhes.


Paula revela que as vendas têm aumentado significativamente, mas que datas como a Páscoa, Dia da Criança e Natal, são as melhores e as que ela obtém mais pedidos.


“No Natal de 2022 eu vendi sete bebês. Foram R$ 10 mil em vendas e se eu tivesse mais tinha vendido”, assegura a pedagoga, destacando que, com o seu ofício, a renda familiar aumentou significativamente.


Indagada sobre como se sente ao finalizar cada criação, ela demonstra que a Arte Reborn é, principalmente, responsável por uma satisfação pessoal.


“Quando finalizo um bebê, me sinto como se fosse um nascimento. É maravilhoso, pois tem muita dedicação e cada detalhe é feito com muito amor. Ao terminá-los, passo a imaginar o que quem vai recebê-los, principalmente as crianças, vai achar, se vão gostar. É muito gratificante”, finaliza.


Reportagem: Nael Rosa


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