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Caps está sem psiquiatra e Prefeitura busca saída para evitar prejuízos aos pacientes

Foto: Nael Rosa

Secretário de Saúde, Daniel Farias, admite que há muitas dificuldades em contratar profissionais de Psiquiatria

A Prefeitura de Piratini estuda algumas possibilidades para suprir a saída do psiquiatra que atendia até o início do mês de dezembro, os pacientes que possuem problemas de saúde mental e usam a estrutura do Centro de Atenção Psicossocial (Caps).


Com a decisão do profissional em não renovar o contrato após seis anos prestando o serviço, o que aconteceu no princípio de novembro, uma das alternativas apontadas pelo secretário de Saúde, Daniel Farias, é, em caso de não haver interessados após o lançamento do edital para a contratação, manter, além dos psicólogos, um médico clínico geral no órgão, ficando desta forma, de acordo com as normas exigidas pela legislação vigente, e também com o que requer o Sistema Único de Saúde (SUS).


“Já enviamos à Câmara de Vereadores o pedido para fazer um novo contrato, o que foi aprovado, sendo esta a nossa primeira opção. Mas como é complicado despertar interesse deste tipo de profissional para atuar em pequenos municípios, estudamos disponibilizar um médico, uma vez que estes possuem a condição de prescrever as medicações necessárias integrantes do tratamento dos usuários do CAPS, o que permitirá que serviço não seja prejudicado”, explicou Farias.


Ele acrescenta que, são várias as dificuldades e fatores responsáveis por manter psiquiatras que residem em outras cidades, interessados em atender em Piratini. Uma delas, na avaliação do secretário, é o número de horas que rezam no contrato, o que obriga o profissional a se deslocar até três vezes por semana para prestar o atendimento, cumprindo desta a carga horária acordado e  pago pela Prefeitura.


“Se são 20 horas semanais, por exemplo, exigimos que a carga seja cumprida,  isso, compreendo, é um fator que gera desgaste em virtude das várias viagens semanais para prestar o atendimento. Não há o que fazer neste sentido, pois em hipótese nenhuma podemos flexibilizar. Mas com certeza, os constantes deslocamentos geram um desgaste e, por consequência, o desinteresse de quem pertence à classe”.


Farias disse que, um dos possíveis caminhos, seria aumentar o valor pago aos psiquiatras, indo até o limite do salário pedido por eles, o que, com certeza, iria causar problemas para o gestor do município.


“Se fizéssemos isso na tentativa de atraí-los para Piratini, iríamos certamente, no mínimo, passar por um questionamento por parte do Tribunal de Contas, pois como explicar que um profissional da Psiquiatria ganha bem mais que, por exemplo, um cardiologista. São entraves comuns ao serviço público que se faz necessário detalhar para que a população entenda o processo que é muito complexo”, finalizou o gestor.

 


Reportagem: Nael Rosa

 

 

 

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