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Produção agrícola é o carro chefe da economia do berço farrapo

Foto: Nael Rosa

Benhur Farias chefia o Escritório da Emater em Piratini

Na cidade que tem pouco mais de pouco mais de 17 mil habitantes e 3,5 mil quilômetros quadrados de extensão divididos entre área urbana e área rural, esta última formada por cinco distritos, a produção agrícola está concentrada em três culturas, sendo estas, as bases para a economia local e responsáveis por gerar grande parte dos empregos ofertados pelo município, bem como pela arrecadação do mesmo.


Segundo o engenheiro agrônomo Benhur Farias Martins, chefe do Escritório da Emater, a soja, que do ano passado para 2023 aumentou sua área em cinco mil hectares, passando para 50 mil, é, junto com a pecuária e o plantio de madeiras, concentrado no Pólo Madeireiro situado no 4º Distrito, o carro chefe da Produção em Piratini.


“A soja é também responsável por uma grande procura de terras por parte de produtores oriundos de outras regiões do estado. Isso ocorre por dois fatores: o preço, mesmo que este tenha tido uma elevação recente, mas ainda é atraente, e pela proximidade do município com o Porto de Rio Grande, o que facilita a exportação do que aqui é produzido. Nossas áreas são muito boas para o plantio, assim, são volumosas as transações envolvendo terras”, explica Farias.


Ele destacou que o plantio e extração de madeira também é um setor muito forte, já que Piratini possui 20 mil hectares de pinus plantados, 12 mil de eucalipto e 11 mil de acácia, o que requer uma quantidade de mão de obra significativa.


“Somos o 11ª município em extensão territorial do Rio Grande do Sul, então, tanto para madeira quanto para a soja, oferecemos terras boas para o plantio sem que haja a necessidade de degradar a natureza para isso”, destaca.


O rebanho, principalmente o bovino, que soma 134 mil cabeças de gado espalhadas por 3.942 propriedades rurais, é também outro fator que contribui e muito para o setor econômico de Piratini. Mas esse também foi um setor muito prejudicado pela estiagem que assolou o território gaúcho no verão passado. A falta de água para os animais, bem como para o crescimento de pastagens, causou, conforme Farias, a perda de 20% no peso do gado, o que ocasionou R$ 80 milhões em prejuízo.


“Isso aumentou o custo de produção, já que foi preciso, entre outras coisas, a compra de sal mineral e a confecção de silagem para manter o animal em bom estado corporal”.


A seca causou ainda uma quebra de safra na soja. Em 2022, quem plantou a leguminosa conseguiu colher 50 sacas por hectare. Já este ano, quem cultivou no cedo, colheu 50% menos.


“A projeção inicial era de 58 sacas. Mas em Piratini, quem plantou o grão acabou colhendo em média 34 sacas por hectare”, detalha Benhur Farias.


Ele conclui destacando que nessa cadeia de produção é relevante o trabalho realizado pela Emater, inserida no início até o fim do processo, enquanto auxílio ao produtor rural.

“Atuamos desde a parte que envolve o solo até a questão animal. Um exemplo são as agroindústrias onde nos envolvemos inclusive da legalização até a comercialização dos produtos. Enfim, a Emater faz parte de toda cadeia de produção”.


Reportagem: Nael Rosa

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