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Projeto Fábrica de Gaiteiros objetiva unir crianças em torno da tradição e também a inclusão social

Foto: Nael Rosa

Alunos do projeto se apresentaram no lançamento da Semana da Cultura 2023

Entre outros objetivos, o Projeto Fábrica de Gaiteiros, criado pelo Instituto Renato Borghetti de Cultura e Música, busca unir a tradição, que na 1ª Capital Farroupilha é latente, à inclusão social, aumentando a autoestima e o espírito de coletividade entre crianças e adolescentes com idade que vão de 7 a 15 anos.


Ao mesmo tempo, a iniciativa que atualmente está espalhada em 19 cidades do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, visa estimular a sensibilidade e o conhecimento da cultura local, levando os aprendizes a se interessarem pelo acordeão diatônico, que pela região sul do Brasil também é conhecido por gaita de oito baixos ou ainda gaita ponto, isso tudo oferecendo a quem aceita o desafio de aprender a tocar, as devidas condições para o aprendizado e para a futura aquisição do instrumento confeccionado com madeira certificada de eucalipto, sendo esta proveniente de plantios renováveis.


Em Piratini, terra do eterno Barbosa Lessa e palco de importantes decisões durante a revolução de 35, o Palácio do Governo é o local para que o professor Daniel Silveira, o Chê, ensine no momento 17 alunos do projeto. Ele próprio, que até então só tocava a chamada gaita piano, aprendeu a dominar o novo instrumento para dar as aulas.


“Aprendi a tocar gaita ponto objetivando ensinar as crianças que buscam o projeto. Evidentemente são músicas mais simples de executar, afinal são crianças as quais a única exigência é estar na escola”, destaca Chê, que na abertura da Semana da Cultura, o que ocorreu dia 29 de junho na Sociedade Recreio Piratiniense (SRP), pode mostrar a evolução de seus aprendizes em uma apresentação muito aplaudida pelos presentes.


A satisfação pessoal dele, que espera ainda este ano ter as 24 vagas disponíveis preenchidas, também é medida quando um aluno executa com perfeição os acordes de uma das canções ensinadas, ou quando um de seus pupilos atinge os 16 anos e dá adeus aos seus ensinamentos, mas sempre pronto para mostrar a todos o que aprendeu.


“Me sinto realizado. É uma satisfação perceber que eles aprenderam tudo que foi instruído por mim mesmo com as dificuldades normais a tudo que nos propomos na vida. É como aprender uma lição na escola, uns têm mais facilidade em captar o que é proposto nas aulas, já outros apresentam mais facilidade e rapidamente começam a tocar, mas todos me deixam muito feliz e satisfeito”, finaliza.


Reportagem: Nael Rosa


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