• Nael Rosa

Proprietário do Porão externa as dificuldades financeiras que os produtores de eventos atravessam


Paulinho revelou que está com muitas dificuldades para manter a casa noturna

Com a chegada da pandemia, eles, os empresários da noite, foram os primeiros a fechar as portas para obedecer aos decretos municipais que proíbem aglomerações, e é bem possível que sejam os últimos a voltar quando finalmente tudo isso passar.


Para ter como exemplo o que a crise do coronavírus causou no setor de entretenimento, o Eu Falei conversou com o empresário Paulo Fabiano Teixeira, 46 anos, que há 16 é proprietário da casa noturna Porão Sertanejo, momento em que ele expos as dificuldades extremas que vive o setor, sendo uma incógnita o futuro dos empreendimentos dessa natureza.


Com o Porão fechado desde março, Paulinho como é conhecido, disse que luta para pagar as despesas básicas, sendo necessário inclusive fazer um acordo com as companhias fornecedoras de água e luz para que não houvesse o corte no fornecimento.


“Na verdade essas não são as únicas dívidas. As 12 pessoas que trabalhavam comigo não receberam e o aluguel eu fiz um acordo com o proprietário do imóvel que me concedeu um perdão de dois meses da dívida, prazo que já está acabando e eu não sei como será a partir de então”, revelou Teixeira.


Ele lembra que quando tudo parou o setor já não atravessava um bom momento por causa do pouco movimento, o que anualmente ocorre em virtude das férias de verão e do Carnaval, e quando tudo apontava para uma melhora na frequência das festas, veio o vírus e pegou a todos de surpresa, impacto sentido de uma forma geral.


“Temos que lembrar que uma festa movimenta todo o comércio nos finais de semana. O salão de cabeleireiro, as lojas de confecções e calçados, as empresas que fazem o material gráfico e de publicidade, enfim, ao promover um evento impactamos de forma positiva na economia da cidade”, ressalta o empresário.


Paulinho disse ter sentido o impacto financeiro de uma forma bem mais ampla, pois além da casa noturna, ele também possui uma empresa de sonorização para eventos de outros promotores, bem como festas de aniversários, feiras e outros, e nesse sentido, ele teve 14 eventos cancelados logo após os decretos e tamanho impacto financeiro não o faz ter boas perspectivas no futuro.


“Consegui um emprego de caminhoneiro e hoje trabalho fora do município. Uso o que ganho para me manter e também para pagar parte das contas do Porão, o que vou fazer enquanto for possível, pois não tenho outra atitude a tomar, já que busquei os bancos para obter um empréstimo, o que não foi possível, e do governo federal ouvimos que as micro e pequenas empresas seriam ajudadas neste momento difícil, o que na prática não aconteceu”, lamenta.


Nael Rosa- redator responsável

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