• Nael Rosa

Resto de 35 é o maior campeão dos desfile de cavalarianos de Piratini

Foto: reprodução Facebook

Guerreiros dos palas vermelhos tem 16 títulos de campeão

Piratini é uma pátria de botas e bombachas e a indumentária faz parte do guarda roupas da grande maioria daqueles que compõem a população da cidade que respira tradicionalismo através dos costumes gaúchos. Latente, o culto à tradição é motivo de orgulho em mais um aniversário da cidade que foi berço para os combatentes farroupilhas na Revolução de 35, embate que emprestou parte do nome ao maior campeão dos desfiles de cavalarianos de 20 de setembro.


O Resto de 35 é o maior campeão entre aqueles que na data máxima do gaúcho desfilam pelas ruas da 1ª Capital Farroupilha no mês de setembro, possuindo 16 títulos desde que foi fundado em agosto de 1982, sendo responsável ainda pela idealização e promoção de rodeios como o Rodeio Estadual de Piratini, o Só Laço e o famoso Cantar das Esporas.


De acordo com Vagner Guastucci, o Patorra, que empresta a voz para a apresentação do piquete anualmente e é irmão do fundador do Resto, Marcial Guastucci, o Macega, o piquete foi também o idealizador do Desfile da Paz em 2005, realizado em março daquele ano e que teve como objetivo lembrar e celebrar o fim da Guerra dos Farrapos.


“Lamenta-se que não tenhamos o Desfile da Paz anualmente, pois por ser fora de época mais turistas de várias cidades poderiam participar para lembrar o fim de uma guerra justa, mas que em minha opinião não levou a nada”, entende Patorra.


Mas a história do piquete vai além. Ele afirma que o Resto de 35 foi o precursor no tocante a ilustrar os desfileS de cavalarianos com alegorias, o que torna a atração que leva milhares de pessoas às ruas de Piratini, mais bonita e interessante.


“Lembro que levamos para a avenida um rancho de pau a pique simbolizando a moradia do gaúcho, e os quatro trajes típicos da nossa indumentária. Fomos também o primeiro piquete em que as mulheres trajaram vestes de montaria, enfim: fomos os primeiros nessa questão temática que foi seguida por outras entidades como o Querência Chucra e o Rastros de Farrapos, por exemplo”.


Patorra lamenta que em 2021 uma decisão coletiva dos piquetes optou por não realizar mais a competição entre eles. Ele defende que a disputa ocorra em 2022, mas ao mesmo tempo entende que todas as entidades precisam ser estruturadas para oferecer mais a quem sai de casa para assistir a atração.


“Tem que haver competição, pois caso contrário será apenas uma reunião de amigos e não haverá uma dedicação. Se perderá em harmonia como um todo, pois sem concorrerem entre si, o interesse no temático vai reduzir drasticamente”, opina.


Reportagem: Nael Rosa

Contato: 9-99502191

Email: naelrosaeufalei@gmail.com


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