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  • Foto do escritorNael Rosa

Ronaldo avalia os primeiros três anos de seu governo e confirma pré-candidatura a prefeito de Pinheiro Machado

Foto: divulgação Facebook

Pelo Progressistas, ex vereador por três legislaturas e atual prefeito de Pinheiro, vai tentar obter um novo mandato

Desde que passou a ser permitida a reeleição no Brasil, junho de 1997, detentores de cargos eletivos, entre estes os prefeitos, projetam ficar oito anos no poder, ou seja, dois mandatos consecutivos.


Aos 42 anos, Ronaldo Costa Madruga (Progressistas), não foge à regra: como já se esperava, se passar pela prévia do partido, tentará permanecer à frente da Prefeitura de Pinheiro Machado, município do qual também já foi vereador por três legislaturas, duas delas sendo o mais votado.

“É ordem natural das coisas: sou de novo pré-candidato para tentar continuar sendo o prefeito de Pinheiro”, afirmou Madruga.


Em entrevista ao site Eu Falei Piratini, ele resumiu sua administração dizendo que esta é conduzida com austeridade e responsabilidade com a gestão pública, o que o mantém, junto com toda a equipe de governo, focado no desenvolvimento do município através do equilíbrio fiscal.


“Minha gestão é diferente. Os números, que são satisfatórios, comprovam o que estou dizendo, pois apontam para uma melhora significativa da economia de Pinheiro, e isso tem impacto direto na vida das pessoas.”, destaca Madruga, para a seguir emendar:


“Sou incansável, me dedico muito para que as finanças estejam em dia, portanto, só faço um compromisso, ou seja, aquisições e obras se tivermos todas as condições de pagar. Pés no chão sempre”.


Ao avaliar os três primeiros anos de governo, inclua-se aí o período que, por ser presidente da Câmara, assumiu o Executivo, situação ocorrida devido a Justiça Eleitoral ter impugnado a eleição de Carlos Ernesto Betiollo (PSDB), vencedor do último pleito municipal, ele revelou não gostar de administrar olhando pelo retrovisor, assim, evita ao máximo comparar sua gestão com a do seu antecessor, mas para que se tenha uma noção da diferença entre ambas, é inevitável revelar o que herdou ao assumir em janeiro de 2021 como interino e, a seguir, oficialmente, após, em junho do mesmo ano, ser eleito de fato, prefeito .


“Fechamos o primeiro ano de governo com saldo negativo. Isso começou a mudar já em 2022, quando Pinheiro Machado foi o 8º município do estado a captar recursos federais, permitindo que finalizássemos aquele ciclo com superávit, o que tornou a acontecer em 2023. Isso também é um dos exemplos que nos leva a afirmar ser o cenário atual, totalmente diferente”.


Ao dar continuidade à avaliação, ele recorda que, quando assumiu, entre os vários problemas a serem sanados estava o do Vale- Alimentação dos funcionários, atrasado, na época, há quatro anos. Para dar solução à situação, foi necessário parcelar o saldo devedor que, a princípio, será quitado até 2025.


 “Passamos a pagar o vale em dia e o valor devido está sendo pago em parcelas. Essa, que foi só uma das dívidas que herdei, poderá, se tudo sair como planejamos, ser liquidada até dezembro desse ano, ou seja, bem antes do previsto”, disse o prefeito.

 

O atraso de dois meses na folha salarial e, ainda, a dívida com o Fundo de Aposentadoria e Pensão, que ultrapassava os R$ 100 milhões, também compuseram os desafios que ele afirma ter enfrentado após passar a ocupar a cadeira reservada ao chefe do Executivo.


“A situação era crítica, já que havia ainda outros R$ 6 milhões de restos a pagar, mas tínhamos insuficiência financeira. Arregaçamos as mangas, colocamos os salários em dia, bem como passamos a pagar o Vale- Alimentação mensalmente, e o montante devido ao fundo dos servidores foi reduzido”, assegura.


Problemas que ainda necessitam de soluções


Em relação às deficiências existentes no seu governo que, admite ainda não ter sido possível achar meios e recursos para solucionar, está a dificuldade encontrada para dar manutenção adequada as estradas de chão batido que permitem chegar ou sair de todas as localidades do interior, problema que gera críticas constantes emitidas inclusive, nas redes sociais, por quem trafega com frequência pela zona rural do município.


“O homem e a mulher rural tem sim toda a razão de reclamar.  Mas cabe aqui salientar que isso não é exclusividade de Pinheiro Machado e sim, da grande maioria das Prefeituras da região.  Além da questão climática, pois foram longos períodos de chuvas, há também a da falta de equipes e, principalmente, de máquinas necessárias para que possamos dar as condições mínimas necessárias para quem mora no interior. É preciso ter à disposição cinco patrolas e recém acabamos de adquirir o 4º equipamento desse tipo e que só chegará em março. Então, projetamos para abril, termos condições de atender a todos”.


Investimentos


Por fim, Madruga comentou sobre parte de suas realizações como prefeito, destacando os R$ 2 milhões investidos em pavimentação, cifra que garante, deverá dobrar até dezembro.


“Pavimentação é uma das ações a serem destacadas nesse governo. O calçamento chegou a quase toda Rua 7 de Setembro. Também começamos ou concluímos o pavimento em ruas como a Otacílio Vieira e Tiradentes, e esse tipo de melhoria, que permite aumentar a qualidade do ir e vir das pessoas, está agora na Gervásio Tavares e na João Pereira Madruga. Há outros bairros que também foram beneficiados e futuramente, o pavimento chegará a Protásio Alves e a 24 de Fevereiro, totalizando R$ 4 milhões para este fim”, destaca.


Ele também falou sobre os recursos, R$ 2 milhões, captados e investidos em habitação. Mesmo que ainda não tenham sido concluídas por problemas com a empresa que começou a obra, ele disse que uma das suas ações positivas é a construção de 32 casas a serem destinadas às famílias de baixa renda e que, afirma, serão finalizadas, no máximo, em seis meses.

“O recurso para finalizá-las já está em caixa e o processo de licitação, objetivando contratar uma nova construtora, vai ser aberto. São 32 habitações, mas 300 inscritos. Faz parte dos meus planos outras 70 moradias, o que não será possível nesse momento em decorrência das restrições existentes por ser um ano eleitoral”.


Ao arrematar, Ronaldo Madruga apontou a Educação, área a qual foram destinados, segundo ele, quase R$ 3 milhões e meio, como o pilar principal de sua gestão.


“Compramos dez veículos para o transporte de alunos, já que a frota estava sucateada. Mas não apenas isso: continuamos lutando para ampliar a estrutura e qualidade oferecida não só a quem estuda, mas inclusive aos que ensinam ou fazem de qualquer outra atividade que dá suporte aos alunos. Então melhoramos e pretendemos melhorar ainda mais a infraestrutura dos espaços escolares, sendo esse, o meu foco e desafio, pois entendo que o maior investimento precisa ser no humano, assim, a Educação, é o meu grande alvo no sentido de deixar um legado para a juventude e à comunidade de Pinheiro Machado como um todo, que percebo, vê em mim um gestor de responsabilidade, credibilidade e muito compromisso”.


Reportagem: Nael Rosa

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