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Sem energia desde o fim de março, Inácia Machado poderá ser fechada nos próximos dias caso não encontre uma saída

Foto: Nael Rosa

Disjuntor que permite o uso da energia na escola foi interditado pelo governo do Estado

Com sete salas de aula onde estudam nos três turnos: manhã, tarde e noite, 200 alunos, a Escola Estadual Inácia Machado da Silveira, situada no centro de Piratini, sofre com a ação do tempo e, com 60 anos, está há dois meses sem energia elétrica.


O fato chegou à reportagem do site Eu Falei, através de avós de uma aluna no 9º ano, que manteremos as identidades em sigilo, que, a eles, se queixou de problemas relacionados à visão, o que os familiares creditam isso à falta de luminosidade adequada para que a neta possa absorver o conteúdo colocado pelas professoras na lousa.


Fomos à busca de detalhes sobre a situação, e constatamos que, de fato, a direção do educandário tem se esforçado para que as aulas continuem, e, para isso, recorreu à chamada Iluminação de emergência”, dispositivos que são recarregáveis.


Buscamos a posição da 5ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) e sua gestora disse que há tempos está preocupada com a deterioração da rede elétrica do colégio, mas achou que a solução paliativa e, momentânea, tinha resolvido.


“Eu estou a par e preocupada com esta situação há muito tempo. Sei que a fiação que compõe a rede elétrica está deteriorada, pois há muitos dos fios, todos velhos, soltos na estrutura que integra o telhado”, revelou a coordenadora, Alice Szezepanski, que segue:


“A equipe diretiva da escola esteve reunida comigo e a diretora Elizabete Peres me disse ser possível manter as aulas, principalmente para os alunos da Educação de Jovens e Adultos, a EJA, (os da noite) com esse tipo de iluminação. Se isso não resolveu, então, caso a gestão da Inácia não encontre outra solução, temos duas alternativas para que todos os estudantes não sejam prejudicados: ou os realocamos em outras escolas, ou interrompemos as aulas e as recuperamos quando a obra for feita”. Ela acrescenta:


 “Autorizar o uso da energia a partir do acionamento do disjuntor está fora de cogitação, tanto que o nosso engenheiro elétrico interditou este dispositivo, pois, do contrário, seria continuar correndo um risco iminente para todos”.  


Quanto à previsão para a troca da fiação e os demais itens da rede elétrica, ela informou que isso já faz parte do processo que antecede a autorização para a reforma a ser custeada pelo Estado.


“A substituição da rede já integra a lista de obras da ata de registro de preços do Estado, sendo assim, o processo está bem adiantado. Nossa expectativa é que a escola seja contemplada com a reforma em breve”, prevê a coordenadora.


Buscamos a posição de Elizabete. Ela confirmou que essa foi sua sugestão à 5ª CRE, pois via isso como saída paliativa, sendo, tanto que foi aceito por Szezepanski, mas que, de fato, não está resolvendo.


“Sim, foi isso que sugeri e foi feito. Colocamos uma luz de emergência em cada uma das sete salas de aula. Ocorre que, já são semanas chovendo, portanto, dias nublados, com pouca luz natural. Assim, também os alunos da manhã e da tarde, passaram a ter dificuldades de enxergar o que é colocado no quadro. Estou em contato com o setor responsável pela obra a ser feita, em busca de uma saída, já que, com tanta destruição causada pelas chuvas em outras cidades, o que também atingiu escolas, entendo que a verba para a reforma que necessitamos vai demorar, pois para o governo há outras prioridades, o que é compreensível”, destacou a diretora.


Na tarde desta Segunda-feira (27), direção e integrantes do Círculo de Pais e Mestres (CPM) reuniram-se e decidiram que vão tentar a doação de outras 14 luminárias para que, desta forma, três refletores sejam colocados em cada um dos sete espaços, o que aumentará significativamente a luminosidade destes, permitindo com isso, que a escola mantenha-se funcionando e também os seus 30 funcionários que dependem de seus empregos, não sejam prejudicados, continuem trabalhando.


Se você puder e quiser ajudar a escola se manter funcionando, doando uma das luminárias que, em Piratini custa R$ 125,00 cada, pode fazer contato com a diretora da Inácia, Elizabete Peres: 991108484 ou com a redação do Eu Falei: 999502191


Reportagem: Nael Rosa

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