• Nael Rosa

Uma piratiniense à frente de uma rede de solidariedade em Pelotas





Moira comanda o projeto Amor Solidário

É óbvio que não é regra, e que bom que isso é um fato, mas você já parou para pensar que na maioria das vezes quem pratica o ato que nos torna seres humanos melhores geralmente é quem tem a mesma coisa ou no máximo uma condição financeira um pouco melhor do que a de quem necessita?


Em Pelotas, piratiniense Moira dos Santos Dias é responsável não só por praticar quase que todos os dias do ano a solidariedade, mas também por levar centenas pessoas geralmente também humildes, a fazerem o mesmo na corrente da qual ela há dois anos tem papel principal com o projeto Amor Solidário e que beneficia famílias e vulnerabilidade social.


Se faltar para alguém necessitado remédios, roupas, calçados, alimentos, fraldas, material escolar ou um criança precisar de brinquedos, pode esperar que a confeiteira de 31 anos e coração de proporções do tamanho de seus atos, vai estar nas redes sociais apelando para que você pratique o amor ao próximo.


Essa dedicação incansável em benefício de quem precisa, chamou a atenção do Jornal Tradição, que entrevistou a filha do seu Antônio e da dona Rosângela, que ainda residem na Capital Farroupilha e à distância acompanham o trabalho incansável da filha.


"Se você perguntar na cidade sobre meus pais, certamente irá ouvir uma história vitoriosa, pois toda a família é humilde e o que faço hoje é influencia deles, pois na minha infância vivemos de ajudas, já que minha mãe que foi faxineira e ganhava muitas coisas para nós, como roupas e brinquedos, e assim eu cresci", relembra Moira, que saiu de Piratini há 15 anos, quando diz ter conhecido uma realidade infinitamente pior que a vivenciada na sua infância.


Ela conta que quando saiu de sua terra natal, migrando para Pelotas em busca de melhores oportunidades, indo residir no bairro Três Vendas, a falta de saneamento básico e crianças carregando o material escolar nas mãos por não ter uma mochila, a fez perceber a verdadeira situação comum no Brasil, assim a partir daí começou a levar doações recebidas pela mãe em Piratini para doar aos seus novos vizinhos carentes.


"Com o passar do tempo e percebendo que sempre tínhamos e doávamos alguma coisa, quem precisava foi se aproximando e hoje temos uma rede de contatos que nos proporciona ajudar muitas pessoas que fazem uma parte de uma lista de espera", destaca a confeiteira.


Há tanto tempo arrancando sorrisos de alívio e satisfação, ela relata que não foram poucas as vezes que já se emocionou ao ver a alegria de quem recebe um donativo, mas uma situação foi especial e a marcou profundamente.


" Certa vez fui doar alimentos para mãe e filho e percebi que o garoto usava uma bota feminina. Ele me disse: "tia, eu troco a comida que a senhora está nos dando por um calçado, pois eu não estou indo ao colégio porque meus colegas caçoam de mim por eu estar usando uma bota de menina". Isso me tocou e me levou a conseguir muito pares de calçados para ele e três dias depois, uma nova campanha foi feita para arrecadar material escolar para que ele voltasse à escola", relembra ela, que acrescenta:


"Quando eles vieram buscar as doações, ao ir embora, ele parou no meio do caminho, me olhou nos olhos e a seguir correu, me abraçou e disse: muito obrigado, e quando eu for grande e trabalhar, vou ajudar teu projeto".conta a piratiniense, que encerrou dizendo que às vezes se frusta, pois nem sempre consegue ajudar, mas que é feliz por saber que faz sua parte.


Nael Rosa- redator responsável

Wats: 53-984586380

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